Volume de saques da poupança é o maior para um mês de janeiro em três anos, aponta BC

Saques da poupança superam depósitos em R$ 11,23 bilhões em janeiro de 2019.

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As retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 11,232 bilhões em janeiro deste ano, revelou o Banco Central nesta quarta-feira (6).

Este foi o quinto ano seguido com saída líquida de recursos da poupança e a maior retirada em meses de janeiro desde 2016.

 

Segundo o Banco Central, em todo ano passado, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões.

Volume total na poupança

Com a saída líquida de recursos na poupança, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda no começo deste ano.

No fim de dezembro de 2018, o saldo da poupança estava em R$ 797,281 bilhões. Já em janeiro deste ano, o estoque total de recursos aplicados na poupança somou R$ 788,988 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em janeiro deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,939 bilhões.

Atratividade da poupança

Com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018, a caderneta de poupança passou a render menos.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano. Como a regra prevê que a correção da poupança seja de 70% dessa taxa, ela está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que têm por base a Selic.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.