Pai de Jheniffer espera desde terça-feira pelo IMOL para sepultar jovem assassinada

Rosalino de Oliveira Ramos espera desde a segunda-feira, portanto há quase 5 dias, pela liberação do corpo da filha.

Jeniffer Cáceres de Oliveira, assassinada entre a noite da última sexta-feira e a madrugada de sábado - Foto: Reprodução/Facebook

O pai de Jeniffer Cáceres de Oliveira, assassinada entre a noite da última sexta-feira e a madrugada de sábado, espera desde a segunda-feira, portanto há quase 5 dias, pela liberação do corpo da filha que será sepultada em Dois Irmãos do Buriti, cidade onde mora com o irmão da jovem (um rapaz de 19 anos) e a madrasta.

Rosalino de Oliveira Ramos tomou conhecimento da morte trágica da filha ainda na segunda-feira, mas só conseguiu chegar a Sidrolândia por volta das 22 horas, porque estava numa fazenda a trabalho. Foi na delegacia e recebeu a recomendação para que fosse fazer o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Odontológico Legal.

No IMOL pediram que voltassem na quinta-feira quando o corpo seria liberado para sepultamento. Voltou ontem lá e foi aconselhado a voltar para casa e aguardar uma ligação. Ligou nesta sexta-feira pela manhã para o IMOL a pedido da funerária que fará o translado do corpo até Dois Irmãos, mas única recomendação é que continuasse esperando.

A contrário do que a imprensa divulgou, com base nas informações das autoridades policiais, Rosalino, não era o pai adotivo, mas sim biológico de Jheniffer, que saiu de casa aos 13 anos, veio para Sidrolândia e desde então, muito esporadicamente, tinha contato com o pai. “Tinha uma personalidade muito forte. Não aceitava, o que ela chamava de vida chata de ir à Igreja. Queria desbravar o mundo, se divertir. À noite, fugia pela janela, para participar de bailes funks em Dois Irmãos, Aquidauana e Sidrolândia”.

Em Sidrolândia chegou a ficar numa casa abrigo de onde fugiu e só foi localizada pela Polícia Federal em Ponta Porã. Ficou poucos meses com mãe (de quem o pai se separou quando ainda era um bebê). Também não deu certo a convivência com uma tia residente em Campo Grande e avô paterno, que mora em Bela Vista. Rosalino diz que viu uma vez o namorado da filha, Paulo Eduardo, que acabou a matando. Não gostou do seu jeito “todo tatuado”, mas pouco sabe dele.