Agesul notifica empreiteira a recuperar trechos da MS-258 com asfalto ‘esfarelado’

O problema detectado por moradores da região, foi confirmado pela fiscalização do Governo do Estado.

Morador da região retira a capa asfáltica primeiro com as próprias mãos e depois usando uma chave de fenda - Foto: Reprodução/Facebook

O engenheiro fiscal da Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos), Raimundo Ferreira da Silva, notificou a JN Terraplanagem e Engenharia, para refazer trechos do pavimento implantado na MS-258, trecho entre a BR-060 e o Capão Seco, que literalmente estão “esfarelando”.

O problema detectado por moradores da região, foi confirmado pela fiscalização do Governo do Estado. Foram colhidas amostras do material, feito ensaios em laboratório e comprovado aquilo que já é visível aos olhos de qualquer leigo. A empresa já sinalizou os locais onde vai refazer o asfalto.

O pavimento apresenta fissuras e não é necessário muito esforço para retirar o material. Um morador da região, indignado com a situação, fez um vídeo onde demonstra a facilidade de arrancar a capa asfáltica, primeiro com as próprias mãos e depois usando uma chave de fenda.  

Olha o asfalto do Capão seco uma vergonha

Publicado por Fernando Morais de Lima em Terça-feira, 9 de abril de 2019

 

A previsão do Governo do Estado é que o asfalto do trecho de 27,810 km da MS-258 fique pronta só outubro. Se for cumprido este cronograma anunciado pela Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos), a JN Engenharia e Terraplanagem, empreiteira responsável pela obra, terá sete meses para executar os 10,88 km que ainda faltam ser feitos, menos de 1,6 km por mês.

Conforme balanço divulgado pelo Governo do Estado, nos dois anos e 9 meses de andamento das obras, a empresa foi notificada mais de uma vez por não ter cumprido o cronograma de execução, foram feitos até agora 16,22 km de asfalto e 18,54 km de terraplanagem. A empresa iniciou a obra em julho de 2016 e a previsão era que em maio de 2017 a pavimentação estivesse pronta.

Enfrentou problemas para obtenção de cascalho usado no revestimento primário e terraplanagem; greve de trabalhadores por atraso nos salários e recebeu notificações da Agesul, que ameaçou rescindir o contrato, caso não ampliasse o parque de máquinas mobilizado. Venceu a licitação com um orçamento de R$ 23.739.091,67 (quase R$ 5,8 milhões menor que o preço de referência) e obteve um aditivo que elevou o valor da obra para R$ 25.115.852,82. A pavimentação do trecho complementar, do Capão Seco até a BR-163, deve ser lançada só em 2020.