MS deve sofrer redução de 5,07% na receita agropecuária em 2019, aponta VBP do MAPA

Do Valor Bruto de Produção que o estado deve ter este ano, 65,31% deve vir da agricultura, que deve atingir os R$ 20,317 bilhões, e 34,68% da pecuária, que deve totalizar R$ 10,788 bilhões.

Milho deve apresentar crescimento de 31,74% no VBP em 2019, aponta o MAPA — - Foto: Anderson Viegas/G1 MS

A receita da agropecuária de Mato Grosso do Sul medida pelo Valor Bruto da Produção (VBP) deve cair 5,07% em 2019 frente a 2018, recuando de R$ 32,764 bilhões para R$ 31,105 bilhões, o que representa uma retração de R$ 1,658 bilhão, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O VBP é um indicador da atividade calculado com base nos volumes de produção e preços médios da agricultura e pecuária do estado. Conforme os dados, do Valor Bruto de Produção que o estado deve ter este ano, 65,31% deve vir da agricultura, que deve atingir os R$ 20,317 bilhões, e 34,68% da pecuária, que deve totalizar R$ 10,788 bilhões.

Dos três principais produtos da agricultura em Mato Grosso do Sul, no que se refere ao VBP, dois devem sofrer retrações este ano em relação a temporada passada. A soja, com 22,16%, caindo de R$ 12,296 bilhões para R$ 9,572 bilhões e a cana-de-açúcar, com 6,67%, de R$ 4,591 bilhões para R$ 4,286 bilhões.

Em contrapartida, o milho deve registrar um aumento de 31,74%, de R$ 3,675 bilhões para R$ 4,841 bilhões.

A agricultura sul-mato-grossense como um todo deve sofrer um recuo de 8,24% no Valor Bruto de Produção, que deve cair de R$ 22,140 bilhões para R$ 20,317 bilhões.

Por outro lado, na pecuária a projeção do MAPA é que ocorra um crescimento de receita de 1,55%, com o valor passando de R$ 10,623 bilhões para R$ 10,788 bilhões.

Na criação de bovinos, a estimativa é de uma retração de 0,19%%. O VBP deve cair de R$ 7,936 bilhões para R$ 9,921 bilhões. Também está previsto uma redução de 0,95% na produção de suínos, de R$ 647,088 milhões para R$ 640,989 milhões e ainda um aumento de 10,51%% na de frangos, que deve subir de R$ 1,820 bilhão para R$ 2,011 bilhões.