Polícia Federal cassa porte de armas de guardas suspeitos de formar milícia

Trio detido com arsenal de guerra não pode mais usar arma.

Robert e Rafael, presos entre 23 a 31 de maio, têm envolvimento com empresário apontado como real dono das armas - - Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

A Polícia Federal suspendeu o direito ao porte e uso de armas pelos três guardas municipais presos com um arsenal de armas e suspeitos de formarem uma milícia: Marcelo Rios, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski.  

A informação foi publicada pela Secretaria Municipal da Segurança e Defesa Social, através do Diário Oficial do Município, nesta terça-feira (16). Segundo o texto, o trio teve o direito ao porte e uso de arma suspenso por conta de "ausência de demonstração ou requisito de idoneidade."

Marcelo Rios foi preso em 19 de maio deste ano, depois de ter sido flagrado com um arsenal em vários endereços. A maior parte das armas estava em uma casa localizada no Bairro Monte Líbano, na região central. No local, havia seis fuzis (dois AK-47 de calibre 762 e quatro de calibre 556), um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas .40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47. O guarda, de 42 anos, está detido na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Os outros dois respondem ao processo em liberdade.

Segundo a publicação, 27 guardas ao todo tiveram negado o pedido ao porte ou suspenso de vez o direito de andarem armados pela Superintendência da POlícia Federal.

Além dos três guardas afastados da corporação e acusados, outros dez tiveram o pedido para portarem um revólver calibre ponto 38 negado "em razão de inaptidão/desligamento do curso ou da corporação."

Também além do trio, outros dez integrantes da força municipal de segurança tiveram o pedido negado porque tem contra si ocorrências criminais recentes “pendentes de melhor esclarecimento ou ainda sem encaminhamento por parte da Justiça”. Para isso, a PF dá prazo de 15 dias para que eles apresentem explicações por escrito dos fatos.

Ao todo, 98 pedidos de porte de arma por guardas municipais foram aprovados. A publicação entrou em vigor nesta terça, data de sua publicação, e tem validade até 18 de março de 2020.