Em 18 dias, Sidrolândia registra 477 focos e fica em 5º no ranking de queimadas

Conforme levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais até ontem, foram registrados 447 focos neste mês.

No último dia 9 por exemplo, no Assentamento Eldorado, o incêndio queimou 30 hectares de lavoura de milho e 200 de pastagem. - Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Sidrolândia

A longa estiagem que já se estende por mais de um mês, aumentou em 915% o número de focos de incêndio em Sidrolândia nos primeiros 18 dias de agosto, em relação a igual período do ano passado. Conforme levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) até ontem, foram registrados 447 focos neste mês, um número maior que os 44 computados no mesmo período de 2018. 

No ranking estadual a cidade ocupa a quinta posição, que é liderado por Corumbá. Neste mês foram registrados 14.231 focos em Mato Grosso do Sul. O crescimento é de 926% se comparado ao mesmo período de 2018, quando foram 1.387 focos de incêndio.

O município com mais ocorrência é Corumbá, região do Pantanal. O resultado é o mesmo no comparativo entre agosto de 2018 e 2019, mas os números são bem diferentes. No ano passado, de primeiro a 18 de agosto, foram registrados 286 focos.

Neste mesmo período de 2019, são 7.864 focos. O resultado torna Corumbá o 12º município brasileiro com mais queimadas. Na sequência, aparecem Porto Murtinho (2.148 focos), Aquidauana (982), Três Lagoas (531) e Sidrolândia (477).

Os bombeiros tem trabalhado muito no combate e controle de queimadas, mas o volume de atendimento é bem menor que os focos de queimadas identificados pelo INPE. De 477 focos, até o último dia 14 tinham sido registrados 71 atendimentos, sendo 22 de janeiro a maio; 19 em junho; 18 em julho e 14 nas primeiras duas semanas.

No último dia 9 por exemplo, no Assentamento Eldorado, o incêndio queimou 30 hectares de lavoura de milho e 200 de pastagem. No dia 11, as guarnições trabalharam cinco horas, no combate às chamas na Fazenda Rancharia, região do Quebra Coco.

Nesta semana, incêndio na fazenda Malibu, a 20 km de Campo Grande, na BR-163, deixou um rastro de fuligem cinza em 150 hectares, destruição e prejuízo que pode chegar a R$ 1 milhão. Destinada ao confinamento de 3 mil cabeças de boi, a propriedade rural de 580 hectares foi atingida na tarde de terça-feira (dia 13) por chamas vinda do acostamento da rodovia. Foram 12 horas de combate ao fogo.

Em 2018, no período de 1 a 18 de agosto, MS registrou 1.387 queimadas. (Foto: Reprodução/Inpe)

Em 2019, no período de 1 a 18 de agosto, MS registrou 14.231 queimadas. (Foto: Reprodução/Inpe)