Eleições: dinheiro fácil numa época difícil

A DISTRIBUIÇÃO dos R$ 2 bi é ligada a vários fatores, onde o desempenho nas urnas e a representação contam muito.

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FUNDÃO ELEITORAL: É preciso (mas é difícil) exorcizá-lo. É muito dinheiro à serviço da política e políticos em plena crise, de retorno discutível? A análise deve ser sem paixões, mesmo que parte da grana saia pelo ‘ralo’. Mas há quem defenda o uso dessa fortuna no combate ao coronavírus. Mas a justificativa é acabar com as doações de empresas (desmascaradas na ‘Lava Jato’) aos candidatos/partidos, dando condições igualitárias aos concorrentes (de todas as classes) que assim poderão ser avaliados pela sociedade brasileira. Com isso (quem sabe!) teremos um Congresso mais oxigenado.

A DISTRIBUIÇÃO dos R$ 2 bilhões é ligada a vários fatores, onde o desempenho nas urnas e a representação congressual dos partidos contam muito. O PT – levará mais de R$200 milhões, seguido do PSL, mais de R$193 milhões; PSD - mais de R$157 milhões; MDB mais de R$154 milhões; PP mais de R$140 milhões; PSDB mais de R$26 milhões; PL – mais de R$123 milhões e DEM mais de R$114 milhões. O partido que receberá menos é o ‘UP’ – Unidade Popular, sigla nascida em 2019 e seu presidente é um morador de ocupação em Belo Horizonte: R$ 1.233.305,95. O Partido Novo que teria direito a R$36.593.934,06 abriu mão deste benefício. Aleluia!

A ESPERA: As lideranças partidárias estaduais sabem: a cota do ‘Fundão’ de cada sigla é proporcional a importância (pequena) do Estado no contexto político nacional. Cada partido vai priorizar os maiores colégios eleitorais e onde seus candidatos tenham potencial eleitoral. No fundo, repete-se aqui a pratica adotada pelos diretórios nacionais.

REFERÊNCIAS: Sem estardalhaço, zeloso e pragmático. Esse tripé tem garantido ao Governo de nosso Estado uma posição de destaque no ranking nacional quando se tratar do desempenho eficiente no combate ao Covid-19. O mesmo se pode dizer da administração de Campo Grande, rigorosa e sensível neste enfrentamento. É preciso sim que a população tenha mais juízo e faça sua parte. Depois, não adianta chorar!

DE VOLTA? Deputado estadual por 8 mandatos consecutivos, Maurício Picarelli comanda como pastor ao lado a mulher, a ex-vereador Magali, programa religioso em rede social. Usa o mesmo bordão que o acompanha há tempos: “A verdade. Nada mais que a verdade!”. Por ter cargo na Assembleia Legislativa, a tendência é que sua mulher ou o filho Maurício Picarelli Junior seja candidato à vereança de Campo Grande.

1-DA ASSEMBLEIA: Deputado Antônio Vaz (Republicanos): Preside a Comissão de Saúde, em sintonia com a Sec. de Saúde no combate ao   Covid-19. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Pediu maior policiamento ‘Aero Racho, Parati e Pioneira e um posto policial na região; insiste na distribuição de máscaras aos usuários de ônibus. Deputado Evander Vendramini (PP): Aguarda justificativas pelo fim das atividades do SESC em Corumbá e acompanha as ações anti Covid-19 na região do Pantanal.

MEMÓRIA: Winston Churchill ganhou notoriedade pela sua liderança política e preparo intelectual que lhe valeu o Nobel de Literatura de 1953 com “Memórias da Segunda Guerra”. Mas o ex-primeiro Ministro também era excelente orador e de raciocínio rápido.  Discursando em plenário, ele concedeu aparte a Nancy Astor que esbravejou: “Winston, se você fosse meu marido, eu poria veneno no seu café”. De charuto entre os dedos ele retrucou: “Senhora, se eu fosse seu marido, tomaria o café,”

FRASES de Churchill: “Não existe opinião pública. Existe opinião publicada. Você tem inimigo? Bom! Significa que você lutou por algo, alguma vez na vida. Uma mentira dá meia volta ao mundo antes que a verdade tenha tempo de vestir a calça. É preciso coragem para se levantar e falar; mas também é preciso coragem para sentar e escutar. Meus gostos são simples; me satisfaço com as melhores coisas. Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra e terão a guerra.” (do discurso contra a Alemanha)

6 DE JUNHO: Decorridos 76 anos vale lembrar para efeitos históricos que neste dia em 1944 houve a mais emblemática batalha (‘Dia D’) da Segunda Guerra no litoral da região da Normandia francesa. Anote os números espetaculares envolvidos nesta ação militar: 3 milhões de soldados aliados, 5.339 embarcações, 11 mil aviões e 15 mil tanques e veículos blindados. Morreram 80.295 soldados alemães, 34.417 soldados aliados e 12.850 civis franceses. Mas a guerra só terminaria em 08 de maio de 1945.

2-DA ASSEMBLEIA: Deputado Lídio Lopes (Patriota): Aprovado seu projeto que garante criação de leis para tratar a depressão pós-parto; presente nas sessões on line. Deputado Neno Razuk (PTB): Atento questionou o critério de atendimento do SAMU em Dourados   aos indígenas infectados com o Covid-19. Deputado Capitão Contar (PSL): Relator da CPI-Energisa, recebe apoio de dirigentes de entidades em seu trabalho; atento às ações oficiais no combate ao Covid-19. Deputado José C. Barbosa (DEM): De olho no crescimento dos índices, pede reforço nas ações de atendimento dos indígenas de Dourados com Coronavírus.

OUTROS TEMPOS: O transporte de passageiros no Estado e em nível interestadual é preocupante. Mas mesmo antes da pandemia a situação já era ruim. A concorrência das ‘vans’, ligando a capital ao interior emplacou pelos preços e conforto. A situação piorou e até as empresas que ligam Campo Grande a outras capitais vivem esse drama. A tendência é que as pessoas viajem menos, atingindo também em cheio o transporte aéreo. Se a ordem é para ficar em casa, ela atinge as viagens. E viajar mesmo para que?

SERÁ O BENEDITO? Sinônimo de espanto. Poucos sabem a sua origem. Explico: Em 1930, após chegar ao poder Getúlio Vargas nomeava os seus interventores nos Estados. Em Minas Gerais os favoritos eram Virgílio Melo Franco, apoiado por Graça Aranha, e Gustavo Capanema apadrinhado por Flores da Cunha. Mas Getúlio optou por Benedito Valadares, político iniciante, mas que o apoiara. Quando saiu a escolha, a mãe de Valadares, após receber a notícia exclamou perplexa: “Mas será o Benedito?!”

‘SÓ ALEGRIA’: Vereança de Sidrolândia imune à crise. Com repasse mensal de R$ 700 mil teria gasto R$ 350 mil só com diárias. Maceió, Caruarú, Belo Horizonte, Brasília, P. Porã e Bonito no rol dos destinos preferidos. A situação foi denunciada num out door na entrada da cidade e que foi destruído horas após sua instalação. Os campeões de diárias: Cledinaldo Cotócio R$ 49.334,52; Edno Ribas R$ 38.549,00; Geosafá Pinto R$ 36.405,00 e Vilma Felini R$ 35.110,00. Em ano de eleições essa denúncia do colega Otávio Neto (O Sul Matogrossense) deve pesar. Presume-se!

3-DA ASSEMBLEIA: Deputado João H. Catan (PR): Aprovado seu projeto que desvincula a responsabilidade do proprietário do imóvel das dívidas de água/energia do titular do contrato de locação. Deputado Marçal Filho (PSDB): Com participação nas sessões ‘on line’ e atento a pandemia de Dourados, região e aldeias indígenas. Deputado José Teixeira (DEM): Secretário da casa, focado também nos projetos em andamento de reforma e modernização do prédio. Deputado Gerson Claro (PP): Assíduo nas sessões ‘on line’; em contato com os prefeitos de sua região para aferir o quadro da pandemia e providenciar ações do Governo.

PINDAMONHANGABA: Da cidade natal dos ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) um ‘causo’ folclórico. Um vereador da bancada oposicionista, criticou o prefeito por não ter reconstruído parte do muro do cemitério que caiu após fortes chuvas. Mas não contava com a criatividade de um vereador da situação que argumentou: “Consertar o muro do cemitério não deve ser prioridade por dois motivos: quem está fora não quer entrar e quem está dentro não quer sair!"

“Existem homens de bem; homens que se deram bem e homens que são flagrados com bens”. (Laurence Peter – educador e administrador canadense – 1919-1990).