Prefeitura adere à campanha 'Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica'

Com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, vítima sinalizará que está em situação de violência.

- Foto: Divulgação

A Prefeitura de Sidrolândia, através da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher – órgão vinculado à Secretaria de Governo e Desburocratização, aderiu à campanha “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica”, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e conta com o apoio de várias entidades.

O objetivo da campanha, é disponibilizar às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, mais um meio de denunciar seus agressores, visto que em meio à pandemia da Covid-19, a violência doméstica contra as mulheres aumentou consideravelmente, e muitas vítimas estão com dificuldade de denunciar o agressor ou buscar ajuda, porque estão o tempo todo em sua companhia.

Para denunciar, basta que a mulher vítima de violência apresente um “X” escrito vermelho, que pode ser desenhado na palma da mão com batom, tinta, caneta ou qualquer outro material. Em seguida a Polícia Militar deverá ser imediatamente acionada.

Na manhã de sexta-feira (10/07), foi realizado uma reunião na Coordenadoria da Mulher e três farmácias assinaram o termo de adesão à campanha, no local os servidores das unidades foram orientados de como devem proceder diante da situação e esclarecido as dúvidas. As farmácias que aderiram a campanha através da parceria da Prefeitura, estão aptas a receber sinal vermelho, caso alguma mulher queira denunciar a violência doméstica.

Desde o início da pandemia do Coronavírus, a Coordenadoria da Mulher, juntamente com o Juiz Titular da Vara Criminal do município, Dr. Cláudio Müller Pareja, buscam maneiras de intensificar ainda mais o trabalho da rede de enfrentamento de violência contra a mulher.

No mês de abril foi promovido uma reunião com os profissionais da saúde, com os psicólogos da educação, da assistência social para estabelecer um novo protocolo de atendimento para vítimas de violência doméstica.

Já no mês de junho foi realizado a campanha de Combate ao Feminicídio, sendo a proposta trazer a discussão sobre as violências domésticas que ocorrem dentro do ambiente familiar e relacionamentos afetivos da vítima, assim mobilizando, sensibilizando, informando e convocando toda a sociedade a participar da luta de combate a violência sofrida pelas mulheres, que muitas das vezes leva à morte violenta (feminicídio).

A coordenadora Natália Souza ressalta que a Delegacia Geral de Polícia Civil, Sala Lilás, a Coordenadoria da Mulher, CREAs e CRAS, estão funcionando para atender as mulheres que estão sofrendo alguma violência. Também pode ser feito através dos canais de atendimento, 190 e 180.