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Noticia de: 19 de Março de 2017 - 19:48

Nem gestão de prefeito pediatra, alivia maratona das mães em busca de atendimento médico para os filhos

As três unidades básicas de saúde da região mais populosa da cidade (o Bairro São Bento), não tem pediatra, só resta como alternativa recorrer ao posto central.






 

Posto central, onde pela manhã são atendidas 10 crianças por dia pelo médico Mauricio Anache -
Foto: Reginaldo Mello/Região News


 
Quem mora na região de jurisdição das Unidades Básicas de Saúde da Família do Jandaia, Cleide Piran e Cascatinha, não tem uma vida fácil para consultar o filho com o pediatra"
 

A dificuldade de contratar médicos pediatras para atuar na rede pública não é de agora, nem exclusiva de Sidrolândia. Há uma carência nacional da especialidade. Feita ressalva, considerando que a atual gestão ainda não completou 90 dias, por enquanto, o fato da cidade estar sendo administrada por Marcelo Ascoli, um pediatra, não alterou o cenário de dificuldades que as mães enfrentam há muito tempo na hora de agendar uma consulta ambulatorial. No caso de urgência, a alternativa, para quem tiver condições, é seguir para Campo Grande às pressas.

As três unidades básicas de saúde da região mais populosa da cidade (o Bairro São Bento), não tem pediatra, só resta como alternativa recorrer ao posto central, onde pela manhã são atendidas 10 crianças por dia pelo médico Mauricio Anache, que está com a agenda de consultas marcadas até o dia 10 de abril.

No período vespertino, só há pediatra segunda e terça-feira. Ou seja, considerando que cada profissional atende por turno 10 pacientes, ao longo de um mês, só há disponibilidade para 130 consultas, muito pouco, tomando como referência que além do São Bento, da área central, a unidade também atende a zona rural, onde não tem nenhum profissional disponível.

Quem conhece bem esta dificuldade é dona Maria Auxiliadora, residente no Bairro São Bento, mãe de um menino de três anos. Para consultar o menino, ela teve que ir ao posto mais próximo de sua casa (no caso o das Malvinas) onde seu filho teve de passar pelo clínico geral que deu encaminhamento para o pediatra central. Lá só conseguiu agendar consulta para próximo dia 10 de abril, quase um mês de depois.

Quem mora na região de jurisdição das Unidades Básicas de Saúde da Família do Jandaia, Cleide Piran e Cascatinha, não tem uma vida fácil para consultar o filho com o pediatra. Como só há 10 consultas por semana, é preciso chegar por volta das 4 horas da madrugada para conseguir uma das senhas disponíveis.

Mesmo assim, muita gente que chega entre os 10 primeiros da fila volta pra casa porque parte das vagas foram preenchidas previamente. Muitas vezes a criança passa pelo clinico geral do posto que recomenda o encaminhamento para o pediatra e já agenda a consulta de imediato.

Na quarta-feira passada dona Maísa Marcelino, 31 anos, madrugou em busca de atendimento no posto do Cascatinha para sua filha de cinco anos. Ficou sabendo que só havia seis vagas disponíveis, já que as outras estavam agendadas previamente. O pediatra atende sempre às quartas-feiras à tarde.

Dona Diodete Oliveira, por exemplo, quinta-feira chegou ao Posto da Jandaia (onde as consultas são as quintas pela manhã) às 4h30 da manhã na expectativa de garantir a consulta para o filho de 11 anos. Na semana anterior, faltou ao serviço, mas não conseguiu agendar.

Dona Maria Altina da Silva, também madrugou, mas não tinha certeza que conseguiria naquele dia que sua bisneta de um ano de idade fosse atendida. No Cleide Piran, o pediatra atende as terça-férias pela manhã.








Flávio Paes/Região News


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