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Noticia de: 03 de Maio de 2017 - 16:51

Angústia e incerteza do trabalhador

Como se não bastassem esses "torpedos radioativos", esse governo traz também a reforma trabalhista. Ambas estão levando o país ao caos.






 

Presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços no Estado de MS –
Foto: Divulgação


 
 

A classe trabalhadora deste país vive momentos de muita angústia e incerteza no governo ilegítimo e impopular de Michel Temer, que tenta, a todo custo, impor ao seu bel prazer, reformas injustas e impopulares que penalizam apenas e tão somente os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Ele tenta aprovar reformas que desestabilizam a estrutura trabalhista, levam o caos às famílias e expõe toda classe trabalhadora ao limite da pobreza.

Como exemplo dessas injustiças temos o desmonte da Previdência Social por intermédio dessa famigerada "reforma previdenciária" que, na verdade, poderia ser chamada de fim da aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras deste País.

Como se não bastassem esses "torpedos radioativos", esse governo traz também a reforma trabalhista. Ambas estão levando o país ao caos.

Nós, trabalhadores, sempre nos pautamos  pelo diálogo e pelo respeito para com as instituições e com a classe política. Entretanto, tudo tem limite e diante dessa avalanche de maldadas contra os trabalhadores brasileiros, fica a pergunta: - Até quando os senhores acham que teremos disposição para fazermos manifestações pacíficas?

Temos visto o comportamento das massas de trabalhadores em nosso Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil e podemos garantir, com segurança, que a paciência está se esgotando com nossos políticos e nossas instituições. Ou os senhores (políticos e autoridades) analisem essas questões com mais responsabilidade e seriedade ou seremos obrigados a virar a mesa.

Os senhores do executivo e legislativo precisam entender que precisam governar para o povo e não fazerem o que bem entendem como tem acontecido. Chega de blá! Blá! Blá! Os tempos são outros e o povo exige que os senhores cumpram seu dever ou abandonem o cargo.

Um exemplo de aberração com o dinheiro público que não é tratado pelas nossas autoridades são os mais de R$ 30 bilhões gastos anualmente em todo o Brasil com os nossos "ilustres" parlamentares. Eles são os mais caros em todo o mundo. E num período como esse, de crise que o país atravessa, seria mais do que oportuno as próprias autoridades políticas trazerem à tona o assunto e colocá-lo em discussão para redução de custo da máquina pública e, consequentemente, se investir mais em saúde, educação e infraestrutura.

Não dá para se buscar soluções para crises por intermédio de reformas que tiram o couro das costas dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, enquanto se mantêm imexível essas e tantas outras mordomias que nossas autoridades e políticos desfrutam no país, como auxílio moradia, transporte, passagem, combustível, verba de gabinete, cota parlamentar... e dezenas de outras. Uma aberração realmente.

A paciência está acabando e seria muito melhor se nosso Congresso Nacional e o Governo Federal se alinhassem para a tomada de medidas realmente justas sem penalizar apenas para os trabalhadores.

E olha que nem mencionamos aqui os grandes devedores para a Previdência Social, que são os bancos, que devem bilhões de reais e nossas autoridades sequer mencionam esse e outros fatos envolvendo grandes empresas que pecam por sonegação de pagamento de recursos para a previdência.

As centrais sindicais já estão dando a dica dos próximos passos que poderão ser dados no país, de forma mais radicais, com invasão do Congresso Nacional, por exemplo. Medidas como essas não são recomendadas, mas o próprio governo e os parlamentares parecem insistir e instigar o povo a virar a mesa. Michel Temer, deputados e senadores, cuidado com a provocação que estão fazendo com o povo brasileiro! Cuidado.

*Presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços no Estado de MS – FETRACOM/MS e Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados – Secod/MS, ambos filiados à Força Sindical.









Pedro Lima


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