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Dia do psicólogo: “A psicologia nossa de cada dia”, por Jackeline Piel

A atuação do Psicólogo passa por constantes mudanças para se adequar as demandas emergentes da nossa sociedade em evolução.

Jackeline Martini Piel

27 de Agosto de 2014 - 09:09

Em 1964 foi regulamentada no Brasil a profissão de Psicólogo. A Lei 4.119/64 foi assinada no dia 27 de agosto daquele ano e desde então se comemora o dia do Psicólogo como forma de consolidar e valorizar o profissional que atua nessa área. Muitos são os avanços e conquistas realizadas ao longo dessas cinco décadas.

A atuação do Psicólogo passa por constantes mudanças para se adequar as demandas emergentes da nossa sociedade em evolução.

Para compreender um pouco mais dessa profissão é interessante observar a própria etimologia da palavra “Psicologia”. Psyche (psiquê) do grego antigo significa alma ou mente e logos também do grego significa saber, desse modo a definição mais próxima da tradução seria “saber sobre a mente/alma” ou “ciência da alma”.

Podemos dizer que a Psicologia é uma ciência que se interessa pela mente humana, sua evolução, seu desenvolvimento dito normal e também pelo dito patológico. Interessa-se também pelo comportamento do ser humano. As formas e estratégias que usamos para obter conhecimentos e nos inteirarmos daquilo que nos cerca. É também próprio da Psicologia compreender como nos relacionamos uns com os outros e como enfrentamos os dilemas do dia a dia.

Com esse leque de interesses, o profissional de Psicologia é convocado a atuar nos mais diversos setores. Dos mais tradicionais, que são os consultórios clínicos, as escolas, o setor público aos mais recentes como a Psicologia do Esporte e a Psicologia nas organizações.

Vemos a crescente procura desses profissionais pelas empresas para atuarem muito além do recrutamento e seleção. Nas corporações ele é peça chave para o desenvolvimento de pessoas e dessa forma potencializar a produção nessas empresas e consequentemente os lucros.

O psicólogo nas organizações é também um profissional atento ao que se refere a saúde mental do trabalhador, tendo em vista o aumento de situações envolvendo questões psicológicas que vem tirando as pessoas de seus postos de trabalho em decorrência de afastamento por motivo de saúde.

Atualmente, a psicologia se faz presente em nosso discurso. Existe praticamente um dialeto, o “psicologuês”. Falamos em traumas, estresse, ansiedades, fobias e até em depressão.

Trata-se de uma apropriação de um vocabulário específico de uma área de saber, que por se ocupar de situações do nosso dia a dia, torna-se cada vez mais comum. E isso é ótimo, uma vez que o profissional de psicologia tem se apresentado mais acessível.

É grande o numero de pessoas que chegam ao consultório com depressão, fobias, síndrome do pânico entre outras. São pessoas comuns que antes não haviam apresentado nenhum transtorno, porém frente a alguma situação de estresse não conseguem seguir com seus planos e precisam de ajuda profissional.

Dito isso, podemos compreender que o Psicólogo tem compromisso ético com todos aqueles que apresentam algum sofrimento.

Com sua escuta clínica diferenciada, seu instrumento de trabalho, é comprometido em escutar aquilo que a pessoa só consegue falar ali, no consultório, com o seu psicólogo. Através da fala que lhe é dirigida, pode ajudar a pessoa que está com algum sofrimento a encontrar soluções para suas mazelas.

O compromisso primordial do psicólogo é com o ser humano que sofre, que demandou-lhe atendimento, trata-se de grande responsabilidade, uma vez que o material de seu trabalho é exatamente ali onde falharam todas as tentativas de estruturação daquela pessoa que o procurou.