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Rapinhas da Política, por Manoel Afonso

Manoel Afonso

11 de Janeiro de 2013 - 13:00

‘VOTOS ÓRFÃOS’  As urnas mostraram que o poder de transferir o prestígio eleitoral é relativo. O caso da capital é emblemático pelas circunstâncias notórias. Também no  interior as urnas sentenciaram: “não existe mesmo o tal dedo mágico”.

ALERTA  As lideranças devem atentar para a carga diária de informações que o eleitor recebe, o que lhe dá uma nova percepção do quadro político e seus integrantes. É muito diferente da era das trevas, quando imperava o mando das oligarquias.

EXEMPLOS  JK não elegeu o Gal. Lot; Pedrossian não elegeu Zé Elias;  FHC não elegeu  Serra,Wilson não elegeu Bacha. Evidente: não se pode generalizar;  há de se levar em conta vários aspectos e cenários da época - caso a caso.

‘BURROS N’ÁGUA’ Em 2012 Lula empenhou-se pessoalmente nas eleições de Manaus, Recife, Fortaleza, Cuiabá, Salvador, Belo Horizonte e Campinas. Questão de honra! Para o  eleitor: “uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa”.  

REFLEXOS  Ainda de ressaca, o PMDB de MS anuncia  a estratégia para 2014: uma espécie de oxigenação/renovação para redefinir os critérios para a escolha  de seus candidatos ao Governo e Senado. Isso pelo menos teoricamente.

DESAFIO Como convencer um cidadão a ser filiar  sem  aceno de candidatura ou algum tipo de benefício? Isso se aplica a todos os partidos sem distinção. Esse escândalo do Mensalão – por exemplo – escancarou a patifaria reinante.

EXEMPLO   Também aqui não vejo gente nova na política. Um e outro gato pingado. O medico-empresário Mafuci Kadri – por exemplo – de olho no cofre do BNDES para concluir um hotel na capital, teria ‘abraçado a causa petista’. É ‘brimo’!

O CASO  de Valter Pereira é diferente. Acho que foi emocional. Mas sinto que ele está arrependido. Ficou sem ambiente, discurso e  deletou seu passado marcante no PMDB. Não precisava nada disso: teria sido eleito deputado federal. 

NO CASO  do PMDB há o desgaste pela participação direta na administração federal, embora suas lideranças nacionais não tenham caído em desgraça. Mas paira no ar um  certo estigma de conivência por fazer vistas grossas ao ‘estilo petista’.

SURPRESAS?  No exercício da imaginação aparecem os nomes do Juiz federal Odilon e Sérgio Longen (FIEMS) como candidatos em 2014. O primeiro empunhando a bandeira da moralidade, o outro representando o desenvolvimento.

PEDRO TAQUES se elegeu senador no MT derrotando ‘antigas feras’ com o discurso de combate a corrupção. Odilon acompanhou a performance do procurador federal e a  sua tentativa de abrir esse espaço representaria fato novo no cenário.

PREVISÃO  A eventual candidatura de Odilon já teria um adversário ferrenho: Zeca do PT.  Quem não se lembra dos arroubos do atual vereador? Zeca criticava até o calção usado pelo juiz em caminhadas na A. Pena, taxando-o de vaidoso demais.

CONCLUSÃO   Odilon não se sentiria confortável como candidato ao senado na chapa  de Delcídio apoiada por Zeca. Além do mais o caso Mensalão não poderia ser citado no discurso da moralidade do juiz. Aí - optaria por uma terceira via?

NANICOS   Não podem ser vistos como santuários. Muito pelo contrário! Servem aos interesses dos grandes partidos através de artifícios diversos, inclusive de religiões que vendem felicidade e lugar no céu à vista ou parcelado no ‘cartão’.

‘PAZ DE DEUS’ Lugar de pastor é na igreja. Era! Devoto fervoroso de São Francisco de Assis, esse personagem é visto hoje mais facilmente nos espaços políticos, com mandato eletivo, nas assessorias/cargos em comissão/confiança.

‘MAU EXEMPLO’  João C. Leme (PT)  não fez a transição de poder, deixou  a prefeitura de  Bataguassu sem quitar e sem a previsão de pagamento de servidores.  O sucessor Garavina pê da cara: nos cofres, só ácaros no lugar de dinheiro.

COERÊNCIA  A  mídia nacional especulou: Moka poderia disputar a presidência do Senado contra Renan. Mas ele lembra: faz parte da mesa/não quer desagregar o PMDB. Moka está hoje com a bola cheia, mas não tira os pés do chão.

‘DORMONID’  A solução para Bernal dormir? Se não bastassem as chuvas/dengue,  aparecem denúncias  contra gente  de seu governo. E olhe que a Câmara está de recesso, o que é uma espécie de refresco, uma trégua no embate político.

ENIGMA Continua: qual será a cara da administração Bernal? Personalíssima ou um mixto quente ‘requentado’? Já notou? Até aqui nem um pio oficial de Delcídio e Azambuja. Significa muita cautela com os rumos da administração.   

‘MINEIRICE’ Quando Artuzzi ganhou, muita gente foi correndo ocupar os espaços na administração sem levar em conta os riscos de perdas. Não adianta! Esse episódio foi uma lição que o senador e o deputado não irão esquecer jamais.

DANTE FILHO:

“...há um anticlímax  instalado no ar. Ouço agora que os entusiastas do então candidato estão frustados com sua performance inicial. Pessoalmente, acho que  Bernal não entendeu uma coisa: a parcela do eleitorado que o elegeu (30% que votaram no PSDB, PT etc e tal) não fez por esperança e, sim, por revolta. Passada a sensação de vitória, a “vingança” realizada contra o PMDB foi substituída pelo sentimento de culpa. Só acho que é tarde demais para arrependimentos. Bernal foi solto da jaula e salve-se quem puder.”

 FELIZ 2013: MELHOR DO QUE SONHAR É SIMPLESMENTE DESPERTAR.