BRASIL
Anvisa identifica lote falsificado de Mounjaro e faz apreensão
Conforme comunicado da empresa, o lote D838878 do medicamento não foi fabricado por ela.
Midiamax
08 de Janeiro de 2026 - 09:16

A Anvisa determinou na quarta-feira (7) o recolhimento e apreensão de medicamentos irregulares e ainda falsificados. Entre eles, está um lote de Mounjaro, que, segundo a empresa responsável, foi falsificado.
Além da tirzepatida, que é um medicamento utilizado para o controle glicêmico e atualmente disseminado para auxiliar na perda de peso, outros remédios passaram pela fiscalização.
Com isso, a Anvisa recolheu o lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado – 40mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. A própria fabricante identificou irregularidades no lote.
Isso, porque a caixa do medicamento havia sido trocada por outra, de um remédio para pressão alta.
Antialérgico
O lote 569889 do antialérgico Alektos 20mg, da empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., também deve ser recolhido. A comercialização, distribuição e uso foram suspensos.
Isso porque, depois de identificar que a embalagem do Alektos 20mg havia sido trocada pela do medicamento Nesina, a empresa comunicou o recolhimento voluntário do lote em questão.
Lotes falsos
Lotes falsificados de Imbruvica, Mounjaro e Voranigo também foram alvo de ação fiscal da Agência, que determinou a apreensão e proibição.
Imbruvica
Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do medicamento Imbruvica, indicado no tratamento de diversos tipos de câncer no sangue, devem ser apreendidos e estão proibidos de ser comercializados, distribuídos e usados.
A verdadeira fabricante do medicamento, a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda., informou que não produziu os lotes e que o registro do Imbruvica em formato de cápsulas foi cancelado.
Mounjaro
Conforme comunicado da empresa Eli Lilly do Brasil Ltda., que possui o registro do Mounjaro, o lote D838878 do medicamento não foi fabricado por ela. Por isso, esse lote deve ser apreendido e não pode ser comercializado, distribuído e usado.
Voranigo
O lote FM13L62 do medicamento Voranigo, para tratar tumores cerebrais, também teve a sua apreensão e proibição determinadas pela Anvisa. Assim, o referido lote não pode mais ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e usado.
Isso porque a empresa Laboratórios Servier do Brasil, que produz o medicamento, desconhece a origem do lote.




