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BRASIL

Moraes cobra explicações após Eduardo Bolsonaro afirmar que gravava evento para mostrar ao pai

Jair Bolsonaro está preso em regime domiciliar após intervenções hospitalares, mas proibido de acessar as redes sociais.

Midiamax

30 de Março de 2026 - 10:36

Moraes cobra explicações após Eduardo Bolsonaro afirmar que gravava evento para mostrar ao pai
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Bolsonaro. (Foto: Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresente explicações sobre declarações recentes de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.

A decisão ocorre após Eduardo afirmar, durante uma conferência política nos Estados Unidos, que gravava o evento para exibir o conteúdo ao ex-presidente. Segundo a CNN Brasil, o episódio pode configurar descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Durante o evento em solo norte-americano, Eduardo Bolsonaro declarou que o vídeo serviria como prova de que não é possível calar o movimento conservador brasileiro após o afastamento de seu líder.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária, concedida na última sexta-feira (27) por motivos de saúde, após ter quatro pedidos anteriores indeferidos pelo STF.

Nas decisões que mantiveram o regime fechado anteriormente, o ministro Alexandre de Moraes citou o desrespeito a ordens judiciais e o reiterado descumprimento de cautelares como justificativas para a custódia no Complexo da Papuda.

As regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal para a manutenção da prisão domiciliar proíbem o ex-presidente de utilizar aparelhos celulares, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação externa.

A determinação judicial prevê ainda que visitantes sejam revistados e deixem seus dispositivos eletrônicos com as autoridades policiais antes de ingressar na residência.

Caso a interação mencionada por Eduardo Bolsonaro seja confirmada como uma violação dessas restrições, o ex-presidente poderá ter o benefício revogado e retornar ao sistema prisional comum.