ECONOMIA
BC define hoje nova taxa de juros; analistas esperam alta para 10,75%
De acordo com as expectativas da maioria dos analistas, o comitê deve elevar a Selic dos atuais 10,5% ao ano indo para 10,75%.
Uol
26 de Fevereiro de 2014 - 10:32
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (26), pelo segundo dia, e deve definir a nova taxa básica de juros (Selic).
De acordo com as expectativas da maioria dos analistas, o comitê deve elevar a Selic dos atuais 10,5% ao ano indo para 10,75%. As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias em Brasília. Participam o presidente do Banco Central e diretores de política monetária e econômica da instituição.
Nas últimas sete reuniões, os membros do Copom decidiram subir a taxa de juros --na primeira vez, em 0,25 em ponto percentual, e nas outras seis vezes, em 0,5 ponto percentual--, em linha com as expectativas de analistas financeiros consultados pelo BC.
Entenda como os juros são usados para controlar a inflação
Uma economia aquecida em geral é bom para todos: há mais vendas para os empresários e mais empregos para os trabalhadores. No entanto, se há muita procura de produtos, eles podem ficar escassos e passarem a custar mais caro, causando inflação.
O Brasil possui um sistema de metas para inflação que foi instituído em junho de 1999 pelo Banco Central (BC). O indicador considerado é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Assim, caso o BC observe que a inflação corre o risco de superar a meta, a tendência é elevar os juros.
A taxa de juros foi o instrumento escolhido pelo governo, pois ela determina o nível de consumo do país, já que a taxa Selic é utilizada nas transações bancárias e, portanto, influencia os juros de todas as operações na economia.
A Selic é utilizada pelos bancos como um parâmetro. A partir dela, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos às pessoas e às empresas.
Caso os juros do país estejam altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação.
Segundo a lei da oferta e da procura, quanto maior a demanda por um determinado produto, mais elevado é o seu preço. Do contrário, se uma mercadoria ou serviço não forem tão procurados, o preço tende a cair para atrair mais compradores.
(Com Agência Brasil)




