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ECONOMIA

Com aumentos de até 9,58%, preço do diesel dispara e pressiona custo da lavoura

Maior impacto foi registrado no óleo diesel, que apresentou as maiores variações.

Redação/Região News

16 de Março de 2026 - 15:30

Com aumentos de até 9,58%, preço do diesel dispara e pressiona custo da lavoura
Frentista fazendo abasteciemnto. Foto: Arquivo/Região News.

O preço dos combustíveis subiu entre janeiro e março de 2026 em postos de Sidrolândia, mas o maior impacto foi registrado no óleo diesel, que apresentou as maiores variações no período e passou a pressionar diretamente os custos da produção agrícola.

No Posto Pé de Cedro, o diesel passou de R$ 6,42 para R$ 6,72, aumento de R$ 0,30 (4,67%), enquanto o diesel S-10 subiu de R$ 6,52 para R$ 6,89, alta de R$ 0,37 (5,67%).

A maior disparada foi observada no Posto Global, onde o diesel saltou de R$ 6,38 para R$ 7,20, aumento de R$ 0,82 (12,85%). Já o diesel S-10 passou de R$ 6,45 para R$ 7,35, alta de R$ 0,90 (13,95%).

No Posto Taurus, o diesel subiu de R$ 6,37 para R$ 6,89, aumento de R$ 0,52 (8,16%), enquanto o S-10 passou de R$ 6,47 para R$ 7,09, alta de R$ 0,62 (9,58%).

Entre os demais combustíveis, a gasolina apresentou aumento médio de 2,41% nos três postos analisados. No Posto Pé de Cedro, o litro subiu de R$ 6,31 para R$ 6,39 (1,27%); no Global, de R$ 6,20 para R$ 6,29 (1,45%); e no Taurus, de R$ 6,19 para R$ 6,47 (4,52%).

O etanol teve variação média de 3,79%, com o preço passando de R$ 4,49 para R$ 4,62 no Pé de Cedro (2,89%), de R$ 4,32 para R$ 4,55 no Global (5,32%) e de R$ 4,43 para R$ 4,57 no Taurus (3,16%).

Com aumentos de até 9,58%, preço do diesel dispara e pressiona custo da lavoura
Foto: Divulgação.

Outro exemplo foi o etanol comercializado no posto da Inpasa, que subiu cerca de 5%, passando de R$ 3,79 para R$ 3,99. Em uma tanqueada de 45 litros, o aumento representa cerca de R$ 9 a mais para o consumidor.

De forma geral, algumas dessas altas superam a inflação acumulada dos últimos 12 meses no país, que foi de 3,81%, indicando que o reajuste dos combustíveis ocorreu acima da variação média de preços da economia.

O impacto é ainda maior no campo. Em Sidrolândia, segundo o produtor rural Paulo Stefanello, os trabalhos agrícolas consomem em média 15 litros de diesel por hectare. Considerando cerca de 300 mil hectares de soja e 200 mil de milho, o consumo apenas nos meses de fevereiro e março chega a aproximadamente 3,75 milhões de litros de diesel nas lavouras do município.

A alta acompanha uma tendência nacional. Levantamento da Edenred Mobilidade aponta que o diesel subiu mais de 7% no início de março, influenciado pela valorização do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial da commodity.

Outro fator que pressionou os preços foi o aumento do ICMS, que entrou em vigor em 1º de fevereiro, com reajuste de 7,29% na gasolina e 9,80% no diesel. Com a mudança, o imposto da gasolina passou de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, enquanto o diesel passou a ter R$ 1,12 de ICMS por litro.

Para tentar reduzir a pressão sobre os preços, o governo federal anunciou a zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel e outras medidas que podem reduzir em até R$ 0,64 por litro no preço de saída das refinarias. Ainda assim, o diesel segue como o combustível que mais pesa no bolso dos produtores e transportadores.