ECONOMIA
Consumidor já paga até R$ 3,32 pelo litro da gasolina em Sidrolândia
O óleo diesel subiu o dobro, 8,30¨%, de R$ 2,529 para R$ 2,739, o que vai impactar o custo dos fretes com reflexo sobre o custo dos alimentos.
Flávio Paes/Região News
30 de Novembro de 2013 - 11:00
Quem foi abastecer o carro em alguns postos de Sidrolândia foi surpreendido com o novo preço dos combustíveis, embora o estoque que está sendo vendido tenha sido adquirido das distribuidoras ainda sem reajuste.
No Posto Vacaria a gasolina ficou 1,81% mais cara, com o litro passando de R$ 3,139 para R$ 3,196, a comum, enquanto a aditivada subiu 4,71%, de R$ 3,179 para R$ 3,329. O álcool passou de R$ 2,29 para R$ 2,31. O óleo diesel subiu o dobro, 8,30¨%, de R$ 2,529 para R$ 2,739, o que vai impactar o custo dos fretes com reflexo sobre o custo dos alimentos.
O preço da gasolina praticado em Sidrolândia é em média 2,50% mais caro que o cobrado na Capital, a 70 quilômetros da cidade. Lá a gasolina comum já está sendo vendida (com reajuste) a R$ 3,11 o litro, enquanto a aditivada sai por R$ 3,11, 6,75% mais barata e o álcool é R$ 2,070, valor 11% menor que o cobrado nos postos sidrolandenses.
O aumento dos combustíveis foi anunciado sexta-feira pela Petrobrás. O reajuste foi de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel, atendendo aos princípios de uma nova política de preços a ser implementada pela empresa. O último reajuste feito pela estatal ocorreu em março deste ano, quando o diesel subiu, em média, 5% nas refinarias. Em janeiro, a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%.
Como a Cide já está zerada, o novo reajuste nas refinarias tenderá a ser necessariamente repassado para os preços ao consumidor. Na bomba, o repasse deve ficar muito próximo do anunciado pela Petrobras tanto para a gasolina quando para o diesel, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), João Alberto Gouveia.
A expectativa, segundo ele, é que todos os postos elevem os preços até o fim da semana que vem à medida que recebam combustível com o preço reajustado. O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, estima que nas bombas dos postos o preço da gasolina irá subir cerca de 3% e o do diesel por volta de 5%.
O novo reajuste era defendido há meses pela diretoria da estatal diante do descolamento entre os preços cobrados dos motoristas brasileiros e o quanto a empresa paga para importar o combustível.
No Brasil, o preço da gasolina varia de capital para capital - o que depende de fatores como a distância da refinaria, a concorrência entre os postos etc. Atualmente, o governo controla, na prática, os reajustes de combustíveis da estatal com base, principalmente, em questões relacionadas à inflação. Isso porque o aumento dos preços do combustível impacta na inflação que, neste ano, chegou a ficar acima do teto de 6,5% da meta do governo - em junho, o IPCA em 12 meses ficou em 6,7%.




