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ECONOMIA

Dólar fecha em queda, mas ainda acima de R$ 4, em dia de sobe e desce

Nesta tarde, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão anunciou que o governo federal autorizou um bloqueio de gastos de R$ 23,4 bilhões no Orçamento de 2016.

G1

19 de Fevereiro de 2016 - 18:00

O dólar fechou em baixa nesta sexta-feira (19), mas acima de R$ 4, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, descartar a possibilidade de corte de juros, ao fim de uma semana marcada por forte volatilidade, com investidores adotando cautela diante da queda dos preços do petróleo e do ambiente de incertezas local.

A moeda norte-americana caiu 0,65%, vendida a R$ 4,0227.  Na semana, o dólar subiu 0,83%. No mês, há leve queda acumulada, de 0,04%. No ano, a moeda tem alta de 1,89%.

"O mercado estava muito agitado nesta semana e agora precisa diminuir a marcha um pouco, recarregar as energias", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano à Reuters.

Os preços do petróleo retomavam a queda nesta sessão, mas ainda caminhavam para fechar a semana em alta. Preocupações com a sobre oferta global da commodity vêm alimentando o pessimismo nos mercados e reduzindo a demanda por ativos mais arriscados, como o real.

Outro fator que vem atraindo a atenção dos investidores é a política monetária norte-americana. Mais cedo, foi divulgado que o núcleo da inflação nos Estados Unidos apresentou a maior alta em quase quatro anos e meio em janeiro, o que poderia permitir que o Federal Reserve, banco central norte-americano, eleve os juros gradualmente ao longo deste ano.

No Brasil, a volatilidade vem sendo acentuada também por preocupações com a possibilidade de o governo recorrer ao afrouxamento fiscal para combater a fraqueza na economia. Nesta tarde, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão anunciou que o governo federal autorizou um bloqueio de gastos de R$ 23,4 bilhões no Orçamento de 2016.

Ação do BC

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio e promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 6,969 bilhões, ou cerca de 70% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.