ECONOMIA
Fila nos portos eleva preço do frete em Mato Grosso do Sul
Assessoria Famasul
23 de Março de 2013 - 11:12
O tempo de espera dos motoristas nas filas dos Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) elevou o valor pago pelo transporte da tonelada de soja de R$ 120 para até R$ 200 em Mato Grosso do Sul. A estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) é de que o congestionamento nos portos cause aos produtores rurais do Estado um prejuízo de R$ 2 por saca da soja (60 kg).
Segundo o engenheiro agrônomo do Sistema Famasul, Lucas Galvan, a logística das commodities precisa de um planejamento de longo prazo. É necessária uma atitude imediata, para que nos próximos anos os produtores não sofram os mesmo problemas que enfrentamos hoje, lamenta ao citar o prazo de instalação de um porto, que dura em torno de sete anos, até entregá-lo em perfeitas condições de uso.
Com as dificuldades logísticas, parte da produção da safra 2012/13 de MS ficará retida no Estado, o que poderá provocar aumento da oferta de produto, diminuindo consequentemente seu preço. E caso a soja não seja totalmente exportada até o início da colheita do milho safrinha, MS poderá ultrapassar seu limite de armazenagem.
O presidente da Associação dos Produtores de Soja (AprosojaMS), Almir Dalpasquale, remete o prejuízo dos produtores do Estado à ineficiência logística do Brasil. Em março iniciaram os embarques da soja. Se não houver liberação dos navios que estão ancorados, haverá impacto também na safra do milho, destaca. É uma pena chegarmos nesse nível após tantos anos alertando quanto aos problemas de logística. É uma perda para nação e não só para os produtores, enfatiza Dalpasquale, referindo-se ao cancelamento da compra da soja brasileira pelos chineses, justamente devido às dificuldades logísticas brasileiras.
Em 2012, aproximadamente 75% do volume da soja de MS foi exportado via Paranaguá e Santos, condição que deve se repetir no escoamento desse ano. Os portos de São Francisco do Sul (SC), Vitória (ES) e São Luís (MA) respondem pelas demais 25% da soja escoada pelo Estado.




