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ECONOMIA

Governo tenta fechar acordo com servidores até terça para funcionalismo receber maio já com reajuste

Puccinelli ainda aguardará os resultados das assembleias dos servidores para enviar o projeto com os percentuais definitivos dos reajuste

Flávio Paes/Região News

11 de Maio de 2013 - 10:09

O Governo do Estado vai tentar encerrar até terça-feira a negociação salarial com as entidades sindicais que representam o funcionalismo público. Só assim os salários de maio já serão pagos com os valores corrigidos. Como a folha de pagamento será fechada na quinta-feira pela Secretaria de Administração, os projetos de reajuste terão de ser votados na quarta-feira, dia 15, pelos deputados estaduais.

O governador André Puccinelli propôs um reajuste linear de 5% para os 65 mil servidores, 8% em 2014 e 10% em 2015, quando não estará mais à frente do Executivo Estadual. Puccinelli ainda aguardará os resultados das assembleias dos servidores para enviar o projeto com os percentuais definitivos dos reajustes.

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) realiza assembleia de servidores administrativos na próxima terça-feira para discutir a proposta do governo. Na última quarta-feira, durante reunião com a Feserp/MS (Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul), o governador apresentou proposta de reajuste salarial para os servidores públicos estaduais para os próximos três anos.

O presidente da Feserp/MS, Rudney Vera de Carvalho, informou que a proposta de reajuste linear de 5% fica abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 6,43%, segundo o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) do IBGE. Mas, para os servidores filiados à Feserp, que incluem-se os agentes penitenciários, administrativos, agentes educadores, segundo Rudney, o governador teria se comprometido a dar um reajuste de 7% neste ano.

Os reajustes diferenciados, segundo o governador, visam corrigir distorções nas carreiras do funcionalismo público estadual. Conforme Rudney, a intenção de André é fazer todas as correções até o fim do seu mandato, em 2014, ano em que pretende pagar os salários de novembro, dezembro e o 13º dentro do exercício, não transferindo despesa de folha salarial para o sucessor.