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Economia

Indústria leva Fiems a propor movimento para integrar o desenvolvimento

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, já articula um projeto com ações para inserir a integração como base para o desenvolvimento do Estado

Daniel Pedra

17 de Dezembro de 2010 - 15:55

Indústria leva Fiems a propor movimento para integrar o desenvolvimento
Foto: Daniel Pedra

O setor industrial de Mato Grosso do Sul encerra o ano de 2010 com crescimento de até dois dígitos na geração de empregos, estabelecimentos instalados, PIB (Produto Interno Bruto) e exportações em relação ao ano passado e projeção de manter esse patamar de desenvolvimento em expansão para 2011.

Segundo o levantamento do Radar Industrial da Fiems, neste ano, o número de trabalhadores nas indústrias cresceu 10,4%, de 103,3 mil para 114 mil, a quantidade de indústrias instaladas aumentou em 5%, saindo de 9.075 para 9.512, o PIB Industrial teve elevação de 11,04%, de R$ 4,66 bilhões para R$ 5,18 bilhões, e as exportações subiram 58%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,9 bilhão até novembro.

 

Da mesma forma, as projeções para 2011 indicam que este elevado ritmo de crescimento deverá se mantido. “Os números demonstram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo. O Sistema Fiems avança cada vez mais no propósito de dar apoio integral à produção com ações de qualificação de mão de obra, educação trabalhador, e representatividade institucional”, avalia o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

 

Integrar para Desenvolver

 

Na avaliação de Longen, o acelerado processo de industrialização do Estado traz uma série de demandas que precisam ser atendidas para levar os benefícios desta nova economia para o maior número possível de municípios e pessoas. “A competitividade deve ser a marca da nossa indústria”, define.

O presidente da Fiems antecipa que é necessário elaborar um planejamento para definição de uma política pública que amplie as oportunidades do desenvolvimento industrial para outras regiões do Estado, como por exemplo, a fronteira e o norte, além de áreas específicas no cone-sul e centro. “Precisamos integrar para desenvolver”, resume.

Por isso mesmo, ele já está dedicando-se às articulações para consolidar ao longo do próximo ano um movimento envolvendo o Governo do Estado, as Prefeituras Municipais e as lideranças representativas das bancadas estadual e federal de cada região para traçar um plano de ações conjuntas com o setor produtivo, representado pela Fiems, Fecomércio e Famasul. “Formação de mão de obra, reforma tributária e gestão pública são as bases desta agenda positiva”, adianta.

A lógica deste movimento, que será consolidado nas propostas do MS Mais Competitivo, é envolver estas lideranças e gestores em um processo que seja capaz de indicar as melhores soluções para democratizar o desenvolvimento. “Não podemos restringir o aproveitamento das nossas potencialidades a uma ou outra região”, alerta o presidente da Fiems.