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ECONOMIA

Tarifa de energia elétrica vai cair ainda mais em Mato Grosso do Sul

Marquinhos explicou que a revisão tarifária acontece a cada cinco anos. Segundo ele, a medida é uma previsão de contrato

Midiamax

28 de Fevereiro de 2013 - 14:56

O valor da tarifa de energia cobrada em Mato Grosso do Sul deve cair entre 3% a 7% a partir de abril. A redução será em cima dos 18,24% anunciado pela presidente Dilma Roussef. A informação é do deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) que participou, nesta quinta-feira (28), da audiência pública referente ao 3º Ciclo de Revisão Tarifária da Enersul.

Marquinhos explicou que a revisão tarifária acontece a cada cinco anos. Segundo ele, a medida é uma previsão de contrato. Esta é a terceira revisão que a Enersul passa desde a assinatura do contrato em 1997. A vigência é de 30 anos.

Único parlamentar no evento, Marquinhos disse que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)deve aprovar a redução já que todos os índices que estão sendo avaliados tiveram taxas negativas. Então, o aumento (positivo) não tem justificativa. Ele frisou que a redução anunciada pelo governo federal não influencia em nada nesta revisão. “Ahhh ...Mas, já teve agora 20%. Tem que ter de novo”, pontuou.

Ainda segundo ele, a população deve reclamar do mau serviço prestado e cobrar melhoria da concessionária. “Falta também a população reclamar no Procon, na Defensoria Publica, no Ministério Público”, pontuou.

“Como uma empresa que lucra R$ 150 milhões, fatura R$ 2 bilhões. Reduz o número de funcionários, presta um serviço pior, quer aumentar a tarifa??”, questionou.

Já o diretor da Aneel, Romeu Rufino, disse que a proposta ainda está em discussão. Segundo ele, a primeira proposição prevê uma redução de 3,67%. Mas, durante o processo de audiência foram recolhidas muitas contribuições que ainda estão sendo avaliadas. “Prematuro fazer qualquer especulação sobre o comportamento dessa questão de agora para frente. Várias contribuições foram encaminhadas e agora que vamos analisar”, disse sobre o índice da redução.

Ele explicou que há uma metodologia e cálculos específicos para determinarem a tarifa. “O percentual é uma consequência. Você faz toda uma analise de custo, a realidade do mercado, da empresa, o custo da energia, a questão dos encargos. E tudo isso resulta em um percentual de aumento ou redução da tarifa”, explicou.

Ele ainda lembrou que a lógica do processo tarifário observa uma legislação federal, que não é a Aneel que faz essa escolha, e que cada concessão tem que se equilibrar. “O conjunto de custo. Ele tem que ser autossuficiente para equilibrar a concessão”, disse.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul tem uma característica especifica que faz a tarifa ser elevada – a baixa densidade. “Tem menos consumidor por extensão de rede que uma concessionária que tem uma concentração maior. Isso aumenta o custo individual. No rateio do custo fica mais caro”, avaliou.

O diretor geral da Enersul disse apenas que o prazo de contribuições técnicas termina amanhã. E que a empresa vai encaminhar documento com algumas contribuições. “Tenho certeza que a Aneel irá tomar a melhor decisão”, finalizou.