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Eleições 2020

Candidata com "voto mais caro" em MS recebeu R$ 10 mil em campanha de 3 votos

Campo Grande News

24 de Novembro de 2020 - 16:50

Urna eletrônica utilizada nas eleições municipais de 2020, em Mato Grosso do Sul (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

A candidata com maior relação entre votos recebidos e dinheiro gasto na campanha eleitoral, é Jaqueline Denis Jara (PSD), que tentou cargo de vereadora em Rio Brilhante. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam que ela receber R$ 10,2 mil de repasses do partido, mas teve apenas três votos válidos - ou seja, cada voto "custou" R$ 3,4 mil.

No geral, além de ser minoria entre as candidaturas, as mulheres estão presentes nas maiores relações de custo-voto em Mato Grosso do Sul. De acordo com levantamento feito pelo Campo Grande News, as dez maiores proporções são de candidatas , e incluem até quem tenha recebido apenas um voto válido.

A Justiça Eleitoral determinou, desde 2018, que ao menos 30% do fundo eleitoral deve ser destinado a candidatas mulheres. Além disso, elas têm direito a 30% do tempo de propaganda gratuita em rádio e TV. Essas medidas foram tomadas como forma de incentivar participação feminina e garantir mais espaço na política.

Veja a lista das dez candidaturas com "votos mais caros" em MS:

Semilda Ott (Patriota), candidata a vereadora em Terenos recebeu R$ 6 mil e teve dois votos: R$ 3 mil.

Rosana Aparecida dos santos (PT), candidata a vereadora em Nioaque recebeu R$ 2,98 mil e teve um voto: R$ 2,98 mil.

Zenilda Cristaldo Santos (DEM), candidata a vereadora de Rio Verde de Mato Grosso recebeu R$ 8 mil e teve três votos: R$ 2.666,67.

Laila dos Santos Moraes (PT), candidata a vereadora em Campo Grande recebeu R$ 10.042,84 e teve quatro votos: R$ 2.510,71.

Andrea Henrique da Silva (PT), candidata a vereadora em campo Grande recebeu R$ 7.258,22 e teve três votos: R$ 2.419,41.

Iraci Acosta Chaves, candidata a vereadora em Eldorado recebeu R$ 4.780,00 e teve dois votos: R$ 2,39 mil.

Juliana Lopes de Moraes (PV), candidata a vereadora em Pedro Gomes recebeu R$ 7.106,20 e teve três votos: R$ 2.368,73.

Natalia Escobar Oliveira (Pode), candidata a vereadora em Brasilândia recebeu R$ 2,25 mil e teve um voto: R$ 2,25 mil.

Neura Klein Sabô (DEM), candidata a vereadora em Camapuã recebeu R$ 2,2 mil e teve um voto: R$ 2,2 mil.

Lista completa - O candidato que teve “voto mais caro”, e que conseguiu ser eleito, foi José Carlos dos Santos Maidana (MDB), eleito vereador em Guia Lopes da Laguna. Recebendo R$ 30,625 mil do partido, ele recebeu 203 votos e está na 669ª posição da lista.

Já o “voto mais barato” em Mato Grosso do Sul foi para Tânia Cristina da Silva (PP), que conseguiu 1.011 votos válidos para a vaga de vereadora em Dourados, mas não conseguiu se eleger. O voto com melhor custo benefício foi o de Cícero Alves da Silva (Podemos), que recebeu R$ 71,21 do fundo partidário, e foi eleito por 201 votos.

Campanhas mais caras - Entre as dez campanhas mais caras no Estado, o candidato a prefeitura de Campo Grande Dagoberto (PDT) é a primeira no ranking. Ele recebeu R$ 1.739.977,60 e teve 6.507 votos. Seguido dele, Marcelo Miglioli (Solidariedade) recebeu R$ 1.517.616,66 e teve 7.899 votos.

Marquinhos Trad (PSD) teve a terceira maior quantia de dinheiro na campanha (R$ 1.298.513,53) e conseguiu se eleger prefeito com 218.418 votos válidos. Já Márcio Fernandes (MDB) recebeu R$ 1.284.491,42 e teve 12.522 votos.

José Carlos Barbosa, o "Barbosinha" (DEM) teve a quinta maior campanha do Estado (R$ 850,5 mil) e recebeu 31.650 votos, não conseguindo se eleger à prefeitura de Dourados. Na Capital, Vinicius Siqueira (PSL) teve receita de R$ 764,5 mil e recebeu 34.066 votos válidos.

José Marcos Calderan (PSDB) recebeu R$ 650 mil e 11.194 votos, conseguindo se eleger prefeito em Maracaju. Em Campo Grande, Pedro Kemp (PT) recebeu R$ 642 mil e 34.546 votos válidos.

Paulo Duarte (MDB) recebeu R$ 556 mil e teve 13.418 votos, não conseguindo se eleger para o cargo de prefeito de Corumbá. Por fim, a décima campanha mais cara foi a de Angelo Chaves Guerreiro (PSDB), que conseguiu se eleger prefeito em Três Lagoas com R$ 449 mil de receita e 33.331 votos computados.

Já o candidato que teve menor receita de campanha em todo Estado foi José Idílio Camargo (PSDB), que tentou ser vereador em Cassilândia. Ele tem receita declarada de apenas R$ 20 e recebeu 47 votos, ficando como suplente.

Dados - Como forma de incentivar a transparência, os dados abertos levantados pela reportagem estão disponíveis no link. O levantamento inclui 5.511 candidatos e candidatas a cargos de prefeito e vereador em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Os quase 3 mil demais candidatos não têm receitas de campanha declaradas à Justiça Eleitoral.