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Esporte

À exceção de Carille, Corinthians credencia ‘todos’ à vaga de Oswaldo

Para convencer o presidente no telefonema, o candidato à vaga de Oswaldo deverá salientar que costuma ter bom relacionamento com os seus atletas

Gazeta Esportiva

15 de Dezembro de 2016 - 14:37

No mesmo dia em que anunciou a demissão de Oswaldo de Oliveira, esta quinta-feira, o presidente Roberto de Andrade foi evasivo ao falar sobre os candidatos à sucessão no comando técnico do Corinthians. Credenciou “todos os treinadores” ao cargo – menos o auxiliar Fábio Carille, que já teve a oportunidade de dirigir o Corinthians em 2016.

“Não que ele não mereça, mas, no momento, devemos trazer um nome”, avisou Roberto, que irá se reunir com o diretor de futebol Flávio Adauto e o gerente Alessandro ainda nesta quinta-feira, em busca do substituto ideal. Ele não descartou investir em um profissional rodado, como o desempregado Vanderlei Luxemburgo, nem em alguém mais jovem, como Guto Ferreira, do Bahia, ou Jair Ventura, do Botafogo.

“Não quero falar de nome nenhum. Vamos achar um nome. Todos os treinadores se credenciam a trabalhar no Corinthians, sem exceção. O nome vai sair da nossa conversa, da disponibilidade das pessoas. Todos estão credenciados”, repetiu.

Ainda de acordo com Roberto de Andrade, técnicos que estão empregados também serão avaliados – quando o Corinthians tirou Oswaldo de Oliveira do Sport, o clube pernambucano reprovou a iniciativa. “Nas próximas horas, a movimentação das pessoas nos procurando será grande. Às vezes, até o treinador liga dizendo que não tem intenção de renovar contrato com o seu clube”, pontuou.

Para convencer o presidente no telefonema, o candidato à vaga de Oswaldo deverá salientar que costuma ter bom relacionamento com os seus atletas, assim como Tite, de quem a diretoria ainda sente falta. E não precisará dar muita ênfase às suas conquistas – Cristóvão Borges, outro que fracassou no Corinthians em 2016, é um exemplo de quem chegou sem ter ao menos um título no currículo.

“Não sabemos os porquês das coisas, os motivos para os trabalhos recentes do técnico não terem dado certo. O que eu quero é alguém que faça o Corinthians ganhar, mesmo que não tenha títulos. Em 2010, a maioria contestou quando o Tite veio”, comparou Roberto de Andrade.

Após as passagens vitoriosas de Tite, a direção do Corinthians tem dado mais atenção às contestações. Carille, Cristóvão e agora Oswaldo não resistiram muito tempo às críticas. “A garantia para um técnico quem dá é o futebol, e não eu. Um contrato tem dois lados. O técnico também pode ficar descontente e ir embora. Existe a questão do resultado”, defendeu Roberto de Andrade.