Contrabando de cigarros faz Estado deixar de arrecadar R$ 205 milhões

Segundo pesquisa, somente de ICMS são perdidos R$ 187 milhões

Uma das apreensões de cigarros contrabandeados feitas pela polícia este ano no estado - - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Mato Grosso do Sul já deixou de arrecadar R$ 205 milhões com o contrabando de cigarros em 2019, segundo levantamento do Ibope Inteligência. O crime impede o estado de recolher R$ 187 milhões somente de ICMS e receber R$ 18 milhões do Governo Federal pelo Fundo de Participação dos Estados (FPI) referentes ao IPI.

O estudo revela que entre as dez marcas de cigarros mais vendidas em Mato Grosso do Sul, quatro são estrangeiras e entram em território brasileiro “na surdina” pelos municípios fronteiriços. Entre elas está a FOX, que responde por 69% do mercado desse produto.

Campo Grande, Corumbá, Dourados, São Gabriel do Oeste, Coxim e Três Lagoas são as cidades mais afetadas pelo contrabando. Estima-se que 87% dos cigarros que circulam no estado sejam trazidos ilegalmente do Paraguai. O montante irá movimentar cerca de R$ 352 milhões apenas neste ano.

O Ibope aponta três fatores que ajudam o contrabando a se manter. O primeiro é a redução no volume de apreensões no país. O segundo é o aumento da participação de cigarros ilegais e o terceiro, o preço médio do produto.

Enquanto um maço importado ou fabricado legalmente custa em torno de R$ 5, o contrabandeado é vendido por R$ 2,82.