Atraso de perícia livra ex-sindicalista de preventiva sobre porte de arma, mas juiz o mantém preso por tráfico

Colocado em liberdade provisória, Jová voltou a ser preso dois meses depois, no dia 22 de maio.

Juiz Claudio Muller Pareja, manteve a preventiva do ex-sindicalista e suplente de vereador, Jová Antunes Machado - Foto: Crislaine Jara/Região News

Na semana passada, o juiz Claudio Muller Pareja, manteve a preventiva do ex-sindicalista e suplente de vereador, Jová Antunes Machado, preso em março sob acusação de atuar como batedor de uma carga de 175,60 quilos de maconha. Colocado em liberdade provisória, Jová voltou a ser preso dois meses depois, no dia 22 de maio, em companhia de Marcelino Gomes, com munição, capuzes, e um fuzil de 7,62, arma de uso restrito que seria usada para roubar uma caminhonete.

No último dia 13 de novembro, o juiz determinou a soltura de Marcelino e de Jová, diante da demora do Departamento de Perícia da Polícia Civil, que ainda não fez a perícia das armas, transcorridos seis meses da prisão dos suspeitos. Na avaliação do magistrado, a perícia é prova indispensável para caracterizar a materialidade do crime, ou seja, o porte ilegal de arma.

Marcelino foi colocado em liberdade, mas o juiz decidiu não estendeu o benefício a Jová sob o argumento que ao praticar um novo crime, o porte ilegal de arma no último dia 22 de maio por volta das 21h30, o ex-sindicalista desrespeitou uma das medidas cautelares que lhe foram impostas quando foi beneficiado com a liberdade provisória: teria de se recolher ao seu domicílio após às 18 horas.

Suplente

Jová Antunes na eleição de 2016 se candidatou a vereador e ficou na primeira suplência da sua coligação com 250 votos (três votos a menos que o vereador Celso Pereira).