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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 30 de Novembro de 2020

Geral

Com tempo seco focos de incêndio aumentam 133% e Corpo de Bombeiros Militar faz alerta

A explicação está nas altas temperaturas e no baixo volume de chuva, que criam condições favoráveis para a ocorrência de incêndios em vegetação.

Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

29 de Março de 2020 - 20:31

Março ainda não acabou, mas focos de incêndio registrados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) desde o início do mês, já superam em 133% os registros do ano passado. A explicação está nas altas temperaturas e no baixo volume de chuva, que criam condições favoráveis para a ocorrência de incêndios em vegetação. Para se ter uma ideia, as notificações do Corpo de Bombeiros por incêndios em vegetação até o dia 25 de março chegam a 662, número bem superior ao total registrado durante os 31 dias do mês em 2019, que contabilizou 284 focos.

A instituição alerta para os cuidados necessários. “Pedimos que a população tenha atenção especial no trato do lixo, não queimando resíduos em terrenos baldios, não descartando resíduos em lugares de vegetação, principalmente objetos de alta inflamabilidade, como lançar pontas de cigarro pela janela do carro. A medida mais eficaz contra os incêndios florestais é a prevenção. Queimada é crime ambiental. Seja consciente”, reforça Major Karoline da assessoria de comunicação.

QUEIMADAS URBANAS

Do total de ocorrências atendidas pelos Bombeiros em março deste ano, a maior parte se concentra na Capital, com 406 incêndios em vegetação. Conforme a corporação, a grande maioria são queimadas urbanas e terrenos, ou seja, causadas pela própria população.

A queima de lixo doméstico é uma pratica utilizada por diversos cidadãos como forma de dar fim a lixos em terrenos baldios. Porém, em época de estiagem que naturalmente agrava a saúde de quem tem problemas respiratórios, e com a circulação do Coronavírus, tal atitude precisa ser repensada, pois as consequências também se estendem ao risco de incêndios em proporções maiores, destruição da vegetação, poluição dos rios e morte de animais.

A ação pode gerar multa, podendo configurar crime sob pena de até quatro anos de detenção. A fiscalização das queimadas no Estado é realizada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em parceria com as prefeituras municipais. Na Capital por exemplo, a legislação prevê multa entre R$ 2.414,50 e R$ 9.658,00. A orientação da Semadur é de que observada situação de queimada em terreno baldio na Capital, a denúncia pode ser feita via Disque Denúncia 156, informando corretamente o endereço do terreno para que seja realizada a fiscalização.

A orientação da PMA para quem deseja fazer uma limpeza no seu terreno, é buscar empresas que tenham capacidade de fazer a remoção adequada do material. “Jamais fazer um incêndio. Porque hoje você está em situação de causador, mas amanhã você pode ser vítima”, alerta, o porta voz da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, Tenente Coronel Edmilson Paulino Queiroz.

PREVENÇÃO

Por meio da Sala de Situação o Governo do Estado mantém o monitoramento frequente e um plano preventivo de ação de combate a incêndio em vegetação no Estado. O grupo de trabalho é composto por instituições como Ibama, PrevFogo, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), Polícia Militar de MS (PMMS), Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).