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Sidrolândia

Hospital usa kit de medicamentos para tratar pacientes com Covid-19

Em média o Hospital Elmíria Silvério tem atendido 30 pessoas com febre e dor no corpo.

Flávio Paes/Região News

09 de Agosto de 2020 - 19:58

Hospital usa kit de medicamentos para tratar pacientes com Covid-19

O Hospital Elmíria Silvério Barbosa de Sidrolândia, está usando, com prescrição médica, um coquetel de medicamentos para tratar pacientes e funcionários que contraíram o novo coronavírus.

Este procedimento é bem diferente da estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde  que optou por encampar a recomendação da Organização Mundial de Saúde . A OMS  não recomenda a utilização do kit para tratar Covid-19 porque não há comprovação científica da eficácia . Há kits em estoque na UPA, mas os médicos tem evitado prescrever o coquetel de medicamentos.

Segundo a Secretaria Estadula de Saúde, foram enviados para Sidrolândia 342 compromidos de cloroquina e 1.020 de hidroxiclooquina. No início da pandemia o hospital adquiriu 1.800 comprimidos de coroquina, já utlitizou 800 e ainda tem em estoque 1.000 (cujo prazo de validade vence em setembro). O estoque remanescente foi  oferecido à Secretaria que preferiu não aceitar a doação.

Enquanto quem procura a UPA com febre, dor no corpo, volta pra casa medicado com dipirona, no hospital é receitado o coquetel de medicamentos. Em média o hospital tem atendido 30 pessoas com estes sintomas. Pelo protocolo deveriam procurar um posto de saúde perto de casa e a UPA nos horários em que os postinhos estiverem fechados. Só deveriam vir para o hospital quem fosse encaminhado pela Unidade de Pronto Atendimento.

Segundo a diretora administrativa, Vanda Camilo, só na quinta-feira passada os 3 pacientes que tiveram alta tomaram o kit.  Vanda teve Covid-19 e usou no seu tratamento o coquetel de medicamentos que inclui Ivermectina (usado originalmente para o combate a piolho, sarna ou carrapato), Azitromicina (antibiótico empregado no tratamento de pneumonia, por exemplo), zinco e vitamina C (que melhora a imunidade) e Salbutamol, caso o paciente tenha tosse. Além dos funcionários do hospital que testaram positivo, os familiares deles com os quais tiveram contato, recebem o kit.

O técnico de enfermagem Laurimar Gonçalves, morador na Aldeia Tereré, ficou internado 8 dias na ala vermelha e mais três em quarentena no próprio hospital. A mulher e o sogro de Laurimar, também tiveram Covid-19. Ela assintomática, cumpriu quarentena domiciliar e o sogro, Valcélio Figueiredo, também ficou internado. O irmão de Valcélio, o vereador Otacir Figueiredo, teve a doença, mas já está curado após quarentena.

A Ivermectina é também usada como medida preventiva para quem não teve Covid-19. É o caso do produtor Manfredo Luiz Barbosa. Antes da pandemia ele usava o medicamento para eliminar carrapatos, efeito colateral do seu gosto por trilhas. Crítica a demonização do comprimido que ele atribui a uma tentativa de atacar o presidente Jair Bolsonaro, defensor do kit.

“Estão boicotando um medicamento usado há décadas. Agora, por exemplo, a Anvisa, baixou resolução com a exigência de receita médica para compra". O preço triplicou, de R$ 5,00 para R$ 15,00, o comprimido.