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Ministério dos Transportes aprova nova concessão da Malha Oeste com R$ 3,6 bilhões e inclui retomada de ramal Campo Grande–Ponta Porã

A modelagem prevê investimentos de R$ 3,6 bilhões para recuperação e retomada operacional de trechos da malha.

Redação/Região News

09 de Junho de 2026 - 13:42

Ministério dos Transportes aprova nova concessão da Malha Oeste com R$ 3,6 bilhões e inclui retomada de ramal Campo Grande–Ponta Porã
Ministério dos Transportes aprovou o Plano de Outorga da Malha Oeste. Foto: Semadesc

O Ministério dos Transportes aprovou o plano de outorga para a nova concessão da Malha Oeste, ferrovia que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e é considerada um dos principais eixos logísticos para o escoamento da produção agropecuária e industrial de Mato Grosso do Sul.

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A modelagem prevê investimentos de R$ 3,6 bilhões para recuperação e retomada operacional de trechos da malha, com desembolsos escalonados ao longo do contrato, podendo chegar a até R$ 500 milhões por ano.''

A aprovação foi formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (9) e integra o pacote de reestruturação ferroviária do governo federal, que busca ampliar a eficiência do transporte de cargas e reduzir gargalos logísticos no país.

Além do tronco principal, o projeto inclui a operação e incorporação de ramais estratégicos, como as ligações entre Corumbá e Ladário (MS), o trecho de Agente Inocêncio a Porto Esperança (MS), o eixo Ponta Porã–Campo Grande (MS), além da previsão de futura integração do ramal Três Lagoas–Aparecida do Taboado e do Ferroanel Norte, em São Paulo.

Retomada do ramal Campo Grande–Ponta Porã entra no pacote da concessão

Dentro da nova modelagem, também está prevista a reativação do antigo ramal ferroviário que liga Campo Grande, passando por Sidrolândia e Maracaju até Ponta Porã, desativado desde 1995.

O ramal é considerado estratégico para a integração logística do sul de Mato Grosso do Sul e pode voltar a operar dentro da nova concessão, com modernização completa da infraestrutura, incluindo possível substituição de bitola, reconstrução de vias permanentes e adequações urbanas ao longo do trajeto.

Sidrolândia exigirá contorno ferroviário

O estudo técnico aponta que, em Sidrolândia, será necessária a construção de um contorno ferroviário, já que não seria viável a passagem de trens pelo centro urbano. A medida prevê a retirada dos trilhos da área central da cidade e a implantação de um novo traçado externo, com o objetivo de reduzir impactos urbanos, aumentar a segurança operacional e evitar conflitos com o tráfego urbano.

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Estimativa de custos do ramal

A reativação do ramal Campo Grande–Ponta Porã foi estimada em R$ 844,5 milhões ao longo de sete anos, segundo levantamento da ANTT. O projeto prevê modernização completa da via, com substituição da bitola estreita (1 metro) por bitola larga (1,66 metro), além da reconstrução das esplanadas ao longo do traçado.

No cenário de 60 anos de operação, o investimento total chegaria a R$ 982 milhões, enquanto a receita projetada seria de R$ 944 milhões, resultando em déficit estimado de cerca de R$ 38 milhões.

As despesas iniciais somam R$ 478 milhões, além de R$ 122 milhões em tributos, concentrando a maior parte dos custos na fase inicial do projeto.

O estudo também indica que a execução dependerá de licitação para concessão ou contratação da operação, permitindo participação de empresas do setor ferroviário interessadas na exploração da linha.

Concessão depende de estudos e leilão

O projeto da Malha Oeste ainda depende de ajustes finais no edital e de estudos complementares de viabilidade técnica, econômica e ambiental. A expectativa do governo federal é realizar o leilão da nova concessão em novembro.

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Atualmente, a ferrovia segue sob concessão da Rumo, mas opera de forma limitada, com grande parte dos trechos desativados ou deteriorados após décadas de baixa manutenção.

A nova concessão pretende reverter esse cenário, ampliando a capacidade de transporte ferroviário e fortalecendo cadeias produtivas estratégicas como mineração, combustíveis e o setor de celulose, que vive forte expansão em Mato Grosso do Sul.