Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul atinge a universalização do esgoto 7 anos antes da meta nacional
Correio do Estado
09 de Março de 2026 - 08:52

Mato Grosso do Sul está na expectativa de ser o primeiro estado do País a atingir os 90% de cobertura de esgotamento sanitário ainda este ano, conquistando a universalização do serviço sete anos antes da meta nacional disposta no Marco Legal do Saneamento.
De acordo com informações enviadas ao Correio do Estado, Mato Grosso do Sul tinha apenas 60% de cobertura de esgoto em 2021, ano que marca o início da operação da Aegea Saneamento, após vencer a parceria público-privada (PPP) por meio da concessionária Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).
Depois de bilhões de reais investidos pelas empresas responsáveis, é esperado que Mato Grosso do Sul conquiste a universalização este ano, o que representaria um salto de 30% após a PPP ter sido firmada.
Ademais, a previsão é de que todos os municípios atendidos terão cerca de 98% dos serviços concluídos, beneficiando milhares de famílias sul-mato-grossenses.
O governador Eduardo Riedel (PP) exaltou os números atingidos pelo Estado, afirmando que tudo começou no dia 5 de fevereiro de 2021, quando ocorreu a assinatura do contrato para os serviços de coleta e tratamento de esgoto.
“Com quase R$ 4 bilhões em investimentos, estamos antecipando em décadas a meta do Marco Legal do Saneamento. O que levaria cerca de 40 anos será realizado em aproximadamente 10 anos, colocando Mato Grosso do Sul no caminho para ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o saneamento”, explica.
“A parceria entre Sanesul e MS Pantanal já mostra resultados: o abastecimento de água tratada está universalizado nos municípios atendidos pela Sanesul e dezenas de obras de ampliação da rede de esgoto estão em andamento em todo o Estado. Os próximos anos serão de grandes conquistas, consolidando Mato Grosso do Sul entre os estados com melhor qualidade de vida do Brasil”, complementa Riedel.
Diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, Gabriel Buim destacou que a universalização sanitária é fruto de investimentos em infraestrutura e modernização operacional, como a implantação de 1.290 quilômetros de redes coletoras nos últimos dois anos, além da construção de novas estações de tratamento de esgoto (ETEs) e estações elevatórias de esgoto (EEEs), o que ampliou a capacidade instalada e garantiu maior segurança hidráulica ao sistema.
Buim também comenta que, em dezembro do ano passado, a Aegea concluiu a assinatura de um financiamento de R$ 700 milhões com o banco Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC) e a Japan International Cooperation Agency (Jica), justamente com o objetivo de acelerar a universalização sanitária em Mato Grosso do Sul em conjunto com a PPP.
“A Aegea Saneamento compreendeu essa estratégia e implementou, por meio das concessões que atende em Mato Grosso do Sul, um modelo de excelência em gestão, voltado à padronização de processos, controle rigoroso de indicadores e tomada de decisão orientada a desempenho, com compromisso socioambiental e visão de longo prazo”, afirma o diretor-presidente.
Por fim, Buim reforça que o planejamento seguido pelo governo do Estado e pelas empresas deverá servir de referência para outros estados brasileiros que querem avançar na cobertura de saneamento, já que hoje Mato Grosso do Sul lidera a lista no Brasil.
“Mais do que um arranjo contratual, o que se observa é uma diretriz clara: em Mato Grosso do Sul, a pauta do saneamento básico, da inclusão sanitária e da sustentabilidade tornou-se prioridade de governo. Há compreensão de que investir nesses pilares gera reflexos diretos na saúde pública, na redução de desigualdades, na valorização imobiliária, na preservação ambiental e na promoção do desenvolvimento econômico”, conclui.




