Policial
Acusado de matar manicure no Canaã I é condenado a mais 16 anos de prisão
Dourados News
19 de Março de 2013 - 14:35
Walder Arantes da Rosa, o Maguila, réu confesso do assassinato da manicure, Jamille Letícia de Souza Santos, 29, no dia 31 de outubro de 2011, foi condenado a cumprir 16 anos e três meses de prisão, pelo crime de homicídio duplamente qualificado.
O julgamento aconteceu na manhã desta terça-feira (19) e segundo o advogado do réu Osmar Blanco, a pena foi considerada justa e deve analisar agora se recorre ou não da sentença.
O tribunal do júri foi conduzido pelo juiz da 3ª Vara Criminal do município, Francisco Vieira de Andrade Neto, e durou pouco mais de quatro horas.
Quatro mulheres e três homens foram responsáveis pela avaliação do réu. Familiares e amigos acompanharam o processo no plenário completamente lotado. A imprensa foi impedida de registrar imagens no local.
O acusado que também respondeu pela prática de estupro em outubro.
Relembre o caso
A denúncia apresentada ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul diz que Walder Arantes da Rosa e Jamille Letícia de Souza Santos foram casados por 15 anos e tiveram três filhos, no entanto, o acusado constantemente agredia a vítima, a qual, inclusive, já havia registrado boletins de ocorrência contra ele, estando o casal separado há aproximadamente seis meses.
Mesmo assim, o réu ainda frequentava a residência da vítima e a ameaçava, sendo que na noite anterior ao crime, estava na casa de Jamille com os filhos até que ela chegasse do trabalho, sendo que, assim que ela retornou, perguntou-lhe se estava namorando outra pessoa e diante da afirmação da vítima, deu-lhe um tapa no rosto dizendo-lhe: Você não vai curtir esse namoro.
Depois disso, o acusado se retirou do local e passado algum tempo, durante a madrugada, voltou à residência da vítima e, tendo pulado o muro, adentrou a casa pela porta dos fundos que sabia não ficar trancada, ocasião em que discutiu com a vítima diante da negativa dela em reatar o relacionamento com o denunciado, entrando em vias de fato.
A filha do casal tentou separar a briga, mas o acusado tentou agredi-la também, mas foi impedido por Jamille e posteriormente saiu do local, razão pela qual a filha, com medo, pegou duas facas da residência e colocou-as debaixo do travesseiro da mãe para caso o réu voltasse.
Por volta das seis horas, enquanto a família ainda dormia, o acusado, armado com uma faca, voltou ao local e adentrou a residência, aproveitando-se que a vítima dormia, passou a desferir-lhe diversos golpes de faca, momento em que Jamille começou a gritar.
A filha do casal foi até o quarto da mãe e viu o pai lhe esfaqueando, o qual, em seguida, saiu do quarto, tendo a menina jogado uma cadeira contra o acusado, o que fez com que ele perseguisse com a faca em mãos a menina e outra filha do casal que também havia acordado. Elas conseguiram fugir dele e com a chegada dos vizinhos ele também fugiu.
Os vizinhos acionaram o socorro, porém ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
O caso teve grande repercussão na época e gerou manifestos na cidade. A reconstituição do crime foi realizada no dia oito de novembro de 2011 pela delegada Magali Cordeiro Leite, com o objetivo de esclarecer as versões apuradas pela perícia que divergiam do depoimento do assassino.




