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Policial

Ágata 5 vistoriou 19,1 mil veículos na região sul da fronteira de MS

Diário MS

17 de Agosto de 2012 - 09:14

Durante a Operação Ágata 5 já foram vistoriados 19,1 mil veículos e 37 embarcações em Mato Grosso do Sul, somente na área de atuação da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, que abrange uma região crítica de fronteira no sul do Estado, entre os munícipios de Ponta Porã, Amambai, Jardim, Naviraí, Mundo Novo e Dourados. Parte dessas inspeções resulta em apreensões, principalmente próximo ao Paraguai.

Somente na área da 4ª Brigada, estão nove unidades realizando a média de quatro barreiras por dia em rodovias, estradas viciais e vias urbanas. Em 10 dias de operação, foram 550 pontos de bloqueio e controle de estradas, e em ruas. As ações seguem por tempo indeterminado.
Em Dourados são 150 militares disponíveis para a operação, mas outras áreas do Estado possuem o triplo do efetivo empregado, para o combate de ilícitos. “O grande índice de apreensões fica na região de fronteira, aqui nós apreendemos o que, por ventura, não foi detectado nessas barreiras, por isso o efetivo é menor”, explica o Major Alisson Maia Bila, comandante do esquadrão de comando da 4ª Brigada.
Entre as apreensões estão a de sete veículos, sendo carros e motos; 400 pacotes de cigarros, 2,5 mil litros de combustível, além de milhares de brinquedos, pneus, eletrônicos e bebidas, fruto de descaminho; e toneladas de drogas.
Os pontos de atuação são decididos estrategicamente pelo setor de inteligência. Os militares tem à disposição um helicóptero para montar os postos com maior surpresa, mobilidade e agilidade. “A uma distância de 30 quilômetros, nós conseguimos montar um ponto em até 10 minutos”, explica o major Bila. A ação é necessária, principalmente quando detectada uma suspeita de transporte ilícito.

SUPORTE AÉREO
Também como parte da Ágata 5, militares da Força Aérea Brasileira montaram uma base no Aeroporto Municipal de Dourados Francisco de Matos Pereira; para proteção de equipamentos e monitoramento da movimentação aérea no município e preparação de pousos estratégicos, durante a operação. São dois pelotões de 60 pessoas, que usam duas aeronaves: um helicóptero e um C-95 (bandeirante).
“Há uma integração dos órgãos, para impedir que o espaço aéreo seja usado para transporte de ilícitos de qualquer espécie”, explica o Major Aviador, Alex Oliveira da Rocha, comandante da base de desdobramento de Dourados. Agentes da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) estão com os militares, no aeroporto douradense.
Aeronaves radar, controladas por outas bases no Estado também estão inclusas na operação Ágata; recebem informações para vistoria das rotas e desvios usados pelo tráfico de drogas; vants (veículos aéreos não tripulados) de monitoramento e caças para interceptação de aeronaves suspeitas, também estão à disposição dos militares em MS.
Paralelo às ações de repressão ao tráfico de ilícitos na fronteira, a Operação Ágata 5 também faz Ações Cívico-Sociais. Em Dourados, por exemplo, militares do exército fazem o patrolamento de estradas na Reserva Indígena de Dourados. Além de MS, fazem parte da operação os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Estão empregados diretamente 10 mil militares na fronteira centro-sul do país.