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Policial

Agente de escolta privada faz papel de polícia em acidente que gerou briga na Capital

Um agente da escolta privada de uma empresa de alarme acabou fazendo às vezes de um policial em um acidente de trânsito ocorrido na madrugada deste domingo

MidiaMax

10 de Setembro de 2014 - 10:53

Condutores que presenciaram um acidente de trânsito chegaram a ligar para o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), mas nenhuma viatura da BPTran (Batalhão de Policiamento de Trânsito) foi ao local. O fato durou um pouco mais de 1h30, conforme denúncia de leitor do site via WhatsApp.

Um agente da escolta privada de uma empresa de alarme acabou fazendo às vezes de um policial em um acidente de trânsito ocorrido na madrugada deste domingo (7). Motoristas que passaram pelo local chegaram a ligar para o 190 do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para denunciar o crime.

O leitor do site e acadêmico de jornalismo, Max Junior, entrou em contato via WhatsApp para denunciar a demora e a não chegada da BPTran (Batalhão de Policiamento de Trânsito) em um local de acidente. “Tudo durou um pouco mais de 1h30 e o acidente gerou uma confusão generalizada no local por causa do ocorrido. Quem acabou tendo que conter os ânimos foi um agente da escolta particular que acabou prestando um serviço que é público”, frisa o estudante.

O rapaz contou que seguia pela Avenida Mato Grosso, no sentido Centro/Parque, a uma velocidade de 80 quilômetros por hora, quando viu um Gol passar pela esquerda a quase 130 km/h e colidir com um motociclista. O motorista não prestou socorro, com isso um agente que estava em uma motocicleta da empresa de alarme foi atrás.

“Acabei indo atrás do Gol também para anotar a placa do veículo, pois já tinha gente ajudando o motociclista, quando ele foi encontrado pelo agente particular na Antônio Maria Coelho”, recorda o acadêmico. O motorista contou que parou para trocar o pneu, mas que voltaria para o local do acidente.

“Neste momento liguei para a PM pelo 190 e fiquei quatro minutos e 55 segundos no celular com o atendente que falou que, mandaria uma viatura até o local”, revela. Entretanto, um automóvel Gol chegou ao local com três pessoas, o motorista perguntou quem era o ‘atropelador’, que se apresentou já pedindo desculpas. Em seguida, desceu do carro a vítima que foi atropelada e uma mulher.

Os três teriam partido para cima do condutor que atropelou, mas acabaram contidos por quem estava pelo local e pelo segurança de serviço privado. O motorista falou que pagaria o hospital da vítima e também o conserto da moto, e até se submeteria ao teste do etilômetro. ‘Não sou daqui, sou de Corumbá, não era a minha intenção cometer o acidente, mas vou reparar. “Vamos chamar a polícia e resolver isso”, falava o rapaz, que acabou causando a revolta dos amigos da vítima que foi atropelada.

“O motociclista queria o dinheiro ali e disse que não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e nem documento da moto, então era para resolver sem polícia. Com isso, o amigo dele, que o levou até lá, disse que ‘polícia por polícia’ ele também era, e que iria até o carro pegar um ‘negocinho’ para resolver ali mesmo”, conta o estudante de jornalismo.

Com a ameaça, o agente interpelou o rapaz dizendo que, “se fosse pegar alguma coisa no carro para resolver algo ali, ele iria dar voz de prisão”. “Depois que ele falou isso, o homem, a vítima e a mulher entraram no carro e disseram que procurariam um hospital, pois o motociclista estava com dores”, lembra Max.

Por duas vezes, o agente de um serviço particular conteve brigas e ameaças. O estudante ficou no local até às 3 horas e nenhum viatura da BPTran foi realizar o atendimento.

Resposta

A equipe do site entrou em contato com o Ciops e com a assessoria da PM, por orientação do Centro Integrado, porém até o fim da manhã desta segunda-feira (8) não obteve retorno de nenhuma das duas instituições.