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Policial

Agepen nega motim e diz que transferência de presas já estava programada

Cinco presas, que não tiveram a identificação revelada, foram transferidas do presídio da Capital para unidades do interior.

Campo Grande News

18 de Janeiro de 2017 - 16:20

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) divulgou nota na tarde desta quarta-feira (18), informando que a confusão no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, em Campo Grande, não foi um princípio de motim.

Conforme a Agepen, a movimentação no presídio ocorreu devido a uma transferência de cinco internas, “consideradas lideranças negativas, com o objetivo de impedir conflito entre grupos rivais, com base em informações previamente analisadas”, que já estavam programadas.

Ainda segundo a Agepen, “todos os procedimentos ocorreram sem nenhuma alteração e a rotina no presídio segue normal, inclusive com a realização de entrega de pertences por familiares, como é feito todas as quartas-feiras no presídio.”

A Agepen justificou ainda que foi solicitado o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar para auxiliar na remoção das internas que seriam transferidas, no sentido de reforçar a segurança nos procedimentos, caso houvesse recusa por parte delas ou mesmo alteração por parte das companheiras do presídio.

Rixa entre facções - Diferente do que divulgou a Agepen, mais cedo, o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), André Luiz Santiago, informou que houve uma confusão no presídio, devido a briga entre lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho. “Elas queriam unificar as celas para iniciar um conflito”, contou.

Cinco presas, que não tiveram a identificação revelada, foram transferidas do presídio da Capital para unidades do interior. O destino de cada uma delas também não foi divulgado. Segundo Santiago, elas foram identificadas como sendo lideranças de facções.

As detentas estavam nas celas 5, 9, 10 e 13 do presídio, e começaram um conflito mais acirrado depois que algumas detentas pediram transferência do presídio. “Lideranças queriam entrar em conflito antes da transferência das rivais e por isso começou a confusão. Os rumores de que isso aconteceria já rolam há uma semana”, disse.

Segundo agentes penitenciários ouvidos pelo Campo Grande News, pouco antes das 11h os grupos começaram a desobedecer ordens. A situação ficou tensa e só foi contornada pelos agentes por volta das 12h.

Mesmo com o clima no presídio mais ameno, às 12h38, uma equipe com 18 militares do Choque entrou no presídio e deu início a transferência de presas que estariam envolvidas na briga.