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Policial

Após quatro mortes, ninguém foi preso e crimes podem ter relação com turismo

Ponto em comum entre os crimes, foi o modo de agir dos atiradores. Em todos os casos, dois ocupantes em moto surpreenderam as vítimas com vários disparos.

Correio do Estado

16 de Novembro de 2016 - 11:00

Em pouco mais de um ano, quatro empresários que atuavam no ramo de transporte de turismo foram executados a tiros e, nesse período, nenhum suspeito de autoria foi sequer identificado. A primeira morte aconteceu no dia 24 de setembro do ano passado, a segunda no mês seguinte, a terceira em fevereiro deste ano e a mais recente ocorreu na manhã de terça (15).

Ponto em comum entre os crimes, foi o modo de agir dos atiradores. Em todos os casos, dois ocupantes em moto surpreenderam as vítimas com vários disparos. A polícia não descarta que os assassinatos estejam relacionados à disputa pelo mercado.

Em entrevista ao site, na manhã de hoje, o delegado do Serviço de Investigação Geral (SIG), Mateus Zampieri, comentou que inquéritos continuam em aberto e em nenhum deles foi definida autoria. “Estamos em diligências, cruzando informações para ver se tem relação entre os casos, mas a falta de testemunha compromete o nosso trabalho”, citou.

Segundo a autoridade policial, pessoas talvez tenham presenciado algum dos crimes, mas, por medo de se envolver, preferem o silêncio. “Nenhuma das execuções foi gravada por câmeras, por isso precisamos contar com denúncia de testemunhas. A informação pode nos ser repassada anonimamente. Mas muitas pessoas têm medo”, reclamou Zampieri.

Apesar de o mercado no transporte de turismo ser relativamente grande em Dourados, o alvo para morrer seriam empresários já consolidados. De acordo com Lucinete Monteiro de Araújo, presidente da cooperativa do segmento, cerca de 100 empresas de portes pequenos, médios e grandes, estão aptas para atuar na cidade. No entanto, ela ressalta que a maior parte deste número se refere às pequenas empresas.

Diante da série de assassinatos, Lucinete se diz confusa. “Estou perplexa. Trabalho no transporte escolar há 21 anos e nunca tinha visto nada parecido”, citou. A onda de crimes contra empresários de turismo também gera pânico em trabalhadores do segmento que temem até mesmo serem mortos por engano.