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Policial

Arma usada para matar empresário é localizada em Campo Grande

A polícia também suspeita que os presos estejam envolvidos na morte de um ganhador de um título de capitalização, que desapareceu em fevereiro de 2014.

G1 MS

11 de Abril de 2014 - 14:11

A arma utilizada para matar o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos, foi localizada em Campo Grande na noite de quinta-feira (10). Segundo a titular da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Maria de Lourdes Cano, o revólver calibre 38 estava enterrado em um terreno baldio do bairro Dom Antônio Barbosa, perto da casa de um dos suspeitos, e foi encontrado por volta das 20h (de MS).

Quatro munições intactas e duas deflagradas estavam na arma, que vai ser periciada, de acordo com a delegada. A polícia já sabe quem atirou em Erlon Bernal, porém aguarda resultado de análises para divulgar.

Maria de Lourdes afirma ainda que as investigações apontam que o empresário foi atingido por um tiro na nuca enquanto negociava o carro, na casa onde o corpo foi encontrado. "Ele não foi rendido", diz.

Segundo a titular da Defurv, mensagem de voz no celular do pai da vítima com duração de cerca de um minuto indica que Erlon Bernal falava características do veículo para os supostos compradores. Para a delegada, o empresário foi morto durante essa conversa, após ter ligado sem querer para o pai, com quem já havia falado pouco antes.

O crime

Erlon Bernal anunciou a venda do carro dele, um Golf, em um site de classificados na web no dia 1º de abril e, poucas horas depois, mostrou o veículo a uma pessoa que viu o anúncio na internet. O encontro foi na avenida Interlagos e de lá, segundo a titular da Defurv, o suspeito levou o empresário até a residência do bairro São Jorge da Lagoa, onde havia mais duas pessoas a espera. Lá, ele foi morto.

Segundo a polícia, Erlon Bernal foi morto com um tiro na nuca no quintal da casa. O cadáver foi arrastado até a fossa e coberto por terra e entulho. Foi preciso ajuda do Corpo de Bombeiros e de uma retroescavadeira para retirada.

O carro dele foi encontrado em uma funilaria do bairro São Conrado. A cor prata havia sido substituída pela branca e as placas originais de Campo Grande, por outras de Ponta Porã, mas de mesmo modelo de veículo. As rodas também foram trocadas.

A polícia suspeita que os presos já tinham a placa de um Golf de cor branca e por isso procuravam um automóvel do mesmo modelo. Um dia antes, eles entraram em contato com outra pessoa que vendia um Golf.

O dono do veículo encontrou o suposto comprador também na avenida Interlagos e foi com ele até a residência do São Jorge da Lagoa, porém, não entrou porque os demais envolvidos não estavam lá no momento.

De acordo com a delegada, os suspeitos dizem que usariam o veículo para cometer crimes, no entanto, a polícia não descarta a hipótese de que o carro seria levado para o Paraguai. A Defurv tem até terça-feira (15) para finalizar o inquérito. A polícia deve fazer reconstituição do crime.

A polícia também suspeita que os presos estejam envolvidos na morte de um ganhador de um título de capitalização, que desapareceu em fevereiro de 2014.

Presos

Para a delegada Maria de Lourdes, responsável pelas investigações sobre o latrocínio, os suspeitos de envolvimento no crime tinham intenção de matar o empresário desde o início. A titular da Defurv lembra ainda que os suspeitos falam sobre o crime de forma "fria" e já tinham preparado a fossa onde o corpo foi encontrado.

Estão presos pelo latrocínio: Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos; Jeferson dos Santos Souza, de 21 anos e Rafael Diogo, de 24 anos. Uma adolescente de 17 anos está apreendida. Um rapaz foi detido e solto após ser verificado que não tinha envolvimento no crime e um funileiro de 50 anos foi liberado após pagar quatro salários minímos de fiança.

Dos três rapazes, apenas Thiago Ribeiro confessa participação, porém, não detalha o que fez. O dono da funilaria onde o Golf da vítima estava alega que não sabia que o carro era roubado.