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Policial

Assassinato de ex-vereador completa 50 dias sem prisões ou suspeitos

O corpo de Alceu foi encontrado carbonizado na manhã do dia 21 de setembro, na região do Parque dos Poderes.

Correio do Estado

10 de Novembro de 2016 - 14:26

Nesta quinta-feira a morte do ex-vereador Alceu Bueno completa 50 dias sem nenhuma prisão ou informação de suspeitos de envolvimento no crime divulgada pela polícia. O corpo de Alceu foi encontrado carbonizado na manhã do dia 21 de setembro, na região do Parque dos Poderes.

A investigação do assassinato é comandada pelo delegado Edilson dos Santos, da Delegacia Especializada na Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), que hoje se limitou a dizer que não há novidades sobre o caso.

Nem vídeo que mostrava homens retirando o corpo de um carro, colocando na estrada e ateando fogo ajudou a polícia a desvendar o crime.

O carro de Alceu, modelo Land Rover, foi encontrado queimado dois dias depois do corpo ter sido encontrado, em Ponta Porã. Mobilização da polícia na fronteira também não teve sucesso em encontrar suspeitos.

Ainda não há confirmação se o inquérito que apura o caso terá data novamente prorrogada. 

CONDENADO

Alceu Bueno renunciou ao cargo de vereador em abril do ano passado, depois de ser alvo de investigações policiais sobre envolvimento em esquema de exploração sexual de adolescentes. Em dezembro do ano passado saiu a condenação de Alceu e mais quatro pessoas pelo crime.

A sentença foi proferida pela 7ª Vara Criminal de Campo Grande. A acusação envolvia ainda o ex-vereador Robson Martins, Sérgio Assis, Fabiano Viana Otero e Luciano Pageu.

A condenação de Otero foi de 11 anos e 11 meses de reclusão por extorsão, exploração sexual de vulnerável, corrupção de menores, associação para o crime e tráfico de menor para fins de exploração sexual. Se não tivesse sido beneficiado pela delação premiada, a pena dele seria de 23 anos e 10 meses.

Pageu foi condenado a 21 anos, sete meses e 20 dias de reclusão também em regime fechado. Ele é acusado de exploração sexual de vulnerável, corrupção de menores, associação para o crime e por dois crimes de extorsão. Mas diferente de Otero, ele foi absolvido do crime de tráfico de menor por falta de provas.

Martins foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado e o pagamento de 93 dias-multa por extorsão. Somadas, as penas dos envolvidos nesse esquema de exploração sexual infantil são de 57 anos e 20 dias de reclusão e 93 dias-multa.