Policial
Assassinato de irmãos seria para vingar crimes de sobrinho bandido
Segundo o TJ/MS, não existia nenhum processo em trâmite em desfavor das vítimas executadas no domingo na cidade da fronteira com o Paraguai
Correio do Estado
02 de Junho de 2015 - 17:00
O crime que matou os irmãos, Antônio, de 37 anos, e Ivaldo, de 40 anos, à tiros de pistola calibre 9mm dentro de casa, na noite de domingo, 31 de maio, em Coronel Sapucaia, pode ter sido provocado para vingar o sobrinho das vítimas, Eberton Pavon, o Tonzinho, que está foragido.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Roberto Duarte Faria, disse ao site A Gazeta News, as investigações realizadas levantaram até agora que as duas vítimas, que eram tios de Tonzinho, não tinham envolvimento com atos ilícitos. Já o sobrinho de Antônio e Ivaldo, Eberton Pavon tem uma vasta ficha criminal e, segundo a Polícia Civil da cidade, é procurado pelas polícias do Brasil e do Paraguai por diversos crimes, entre eles assaltos a mão armada.
Ainda segundo o site, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), possui três processos criminais contra Tonzinho, em Amambai. Um por homicídio, outro por ameaça e outro por roubo, mas esse número ainda deve aumentar, já que Eberton Pavon foi identificado como sendo um dos autores do assalto a uma comerciante da cidade, crime ocorrido no último final de semana.
O delegado ainda disse a reportagem que chegou a aparecer boatos na cidade que o Tonzinho teria assassinado os tios, mas ao serem ouvidos, os familiares das próprias familiares teriam informado que o rapaz mantinha um bom relacionamento com os tios e não teria motivação para promover tal ato.
As informações do site dão conta que, se confirmada a tese que o assassinato dos tios foi praticados por vingança às ações criminosas de Tonzinho, toda a família do rapaz poderia se tornar alvo dos justiceiros. O Dr. Roberto Faria recomendou aos familiares de Eberton Pavon, o Tonzinho, que o convença a se entregar as autoridades com o objetivo de manter a integridade física dele próprio e de seus familiares.
Segundo o TJ/MS, não existia nenhum processo em trâmite em desfavor das vítimas executadas no domingo na cidade da fronteira com o Paraguai.




