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Policial

Assentado cai no golpe do "falso sequestro", desespera e faz deposito de R$ 1 mil

Os supostos sequestradores pediram R$ 2 mil pelo resgate, como a vítima não dispunha do valor total, fez um depósito de 50%.

Marcos Tomé/Região News

04 de Agosto de 2014 - 16:22

O assentado Paulo Sergio Vargas Lemes, de 43 anos, foi alvo de bandidos e caiu no golpe do falso sequestro no inicio da tarde de hoje em Sidrolândia. A ligação revela um esquema montado pelos assaltantes para tirar dinheiro da vítima que chegou a depositar R$ 1.000,00 numa conta da Caixa Econômica Federal, como parte do pagamento do resgate do filho, o adolescente MPCL, de 13 anos, que segundo os marginais, estaria correndo risco de morte, caso o valor não fosse depositado.

Os supostos sequestradores pediram R$ 2 mil pelo resgate, como a vítima não dispunha do valor total, fez um depósito de 50%, a outra parte, ia conseguir emprestada com um amigo. Os marginais ficaram falando o tempo todo com a vítima no celular. A ligação, que partiu de um número desconhecido, durou mais de 20 minutos. Paulo era orientado a não falar com ninguém, caso descumprisse as ordens, o filho pagaria com a vida.

O criminoso chega a ameaçar matar a pessoa sequestrada quando o homem pede para falar com a suposta vítima. “Olha só, quer que eu desligue o telefone e mate ele agora?”, questiona o autor. Diante as ameaças a vítima ficou abalada e acabou acionando policiais militares que passam em ronda numa viatura enfrente o banco.

Apesar da presença dos policiais, Paulo não se desgrudou do telefone, implorando pela vida do filho aos bandidos. Diante a situação, os pm´s desconfiaram se tratar de um golpe, ligaram para a esposa da vítima que estava em companhia do filho. O comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar, 2º tenente Clayton Andrade, orienta que, ao receberem esse tipo de ligação, a vítima mantenha a calma.

“Lavramos o boletim, e o caso será encaminhado para delegacia onde serão apuradas todas as informações e, com certeza, o serviço de inteligência da Polícia Civil vai investigar, se possível quebrar o sigilo telefônico e com isso descobrir quem são os autores desse crime”, explica Clayton.