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Policial

Áudio atribuído ao PCC revela prêmio de 10 mil "por cabeça" em guerra do tráfico

Campo Grande News

01 de Dezembro de 2020 - 08:37

"JP", sobrinho de Raffat, foi morto com vários tiros na manhã desta segunda-feira (30), em frente a Gameleira. (Foto:Henrique Kawaminami)

Áudio atribuído ao PCC e investigado pela Polícia Civil evidência guerra por disputa de poder na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Na conversa, membro da facção criminosa alerta comparsas sobre oferta de grupo ligado a Jorge Rafaat e a Fahd Jamil, que estaria prometendo R$ 10 mil por “cabeça” de liderança do PCC morta.

“Mete marcha nas ideias do Rafaat e do Fuad aí sobre ele estar dando R$ 10 mil reais para pegar nós, menos as crianças e mulheres”, diz o áudio.

Informações apuradas pelo site dão conta de que a proposta de caça ao PCC teria sido feita em reunião na semana passada e veio em resposta a execução de três pessoas ligadas à família de Fahd Jamil. Os corpos foram encontrados na última quinta-feira (26) em uma vala comum na estrada de acesso à Colônia 204, na zona rural de Pedro Juan Caballero.

No meio policial, a informação é de que a recente disputa por espaço na região de fronteira começou desde que a Justiça determinou a prisão de Fahd Jamil, o "Rei da Fronteira", e do filho dele Flavio Jamil Georges, o "Flavinho". Com a dupla foragida, integrantes do PCC deram início a briga para tomada do espaço comandado pela dupla.

“É precoce afirmar, mas nos bastidores existem notícias de crimes por disputa do espaço que ficou vago desde que as prisões do Fuad e do filho dele foram decretadas”, explica o secretário estadual de segurança pública, Antônio Carlos Videira.

Agora, investigações apuram se a execução de Juliano Pereira, de 42 anos, sobrinho de Rafaat, também faz parte do “toma lá dá cá” protagonizado pelos rivais. “JP”, como era conhecido, era integrante do PCC e foi morto na manhã desta segunda-feira (30)  em frente ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande.

Segundo o secretário estadual de segurança, para evitar onda de crimes, policiamento na região foi reforçado com envio de equipes do Bope, Choque, Garras e DOF, que vão permanecer por tempo indeterminado nas faixas de divisa entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. “Pedro Juan Caballero é um ponto estratégico não só para o tráfico de drogas, mas também para o contrabando de cigarros, por exemplo. Ouça o áudio.