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Policial

Autor de assassinato de jovem promete, mas ""fura"" apresentação à polícia

Célia disse que vai esperar retorno até o fim da manhã e, caso não ocorra a apresentação, entrará com pedido de prisão.

Correio do Estado

26 de Abril de 2016 - 09:39

Homem apontado como autor do assassinato de Deivid Silva Josende, 23 anos, prometeu, mas não se apresentou à polícia nesta segunda-feira (25).  O crime ocorreu na tarde de domingo (24), na Rua Bento de Souza, no Bairro Moreninhas, em Campo Grande.

De acordo com informações da delegada que investiga o caso Célia Bezerra, da 4ª delegacia, advogado prometeu apresentar o cliente na tarde dessa segunda-feira, contudo não apareceram. Célia disse que vai esperar retorno até o fim da manhã e, caso não ocorra a apresentação, entrará com pedido de prisão.

Segundo a autoridade policial, o assassinato pode ter tido motivo passional. “A informação inicial que temos é de que a vítima se envolveu com a namorada de um amigo do autor. O atirador teria tomado às dores. Mas, precisamos ouvir mais testemunhas e o depoimento de quem matou para poder ou não confirmar a versão”, pontuou. Além disso, a delegada disse que precisa confirmar se o crime envolveu mais de uma pessoa.

Até que o suspeito seja preso, a delegada prefere não divulgar a identificação dele. Disse, somente, que tem antecedentes criminais.

O CRIME

As informações apuradas inicialmente são de que Deivid, que seguia de moto, teria sido perseguido por dupla em outra motocicleta. Os atiradores acertaram um disparo no rapaz que abandonou a moto e tentou fugir a pé, mas um dos criminosos o perseguiu, atirando. O rapaz morreu ainda no local.

O crime foi filmado por câmeras de segurança, cujas imagens colaboram na investigação. Os tiros quase acertaram criança, de cinco anos, que passava pelo local, segundo a polícia.

ENVOLVIMENTO COM ROUBO

Consta em boletim de ocorrência da PM o envolvimento de Deivid com roubo de caminhonete Hilux, ocorrido em janeiro deste ano, no Bairro Moreninhas. Na ocasião, durante abordagem policial, ele negou envolvimento com o crime, mas confessou que pegou o veículo e, a pedido de um amigo, enterrou um revólver, que teria sido utilizado no assalto.

O dono da caminhonete relatou que Gol, cor branca, dava apoio aos assaltantes e o carro foi encontrado na casa de Deivid. Na época, o rapaz foi encaminhado para delegacia de polícia para prestar esclarecimentos.