Policial
Bandidos que mataram pecuarista e filha queimados há um mês ainda não foram presos
Três pessoas participaram do crime, só o outro autor, um adolescente de 15 anos, foi apreendido e está em uma Unei (Unidade Educacional de Internação) de Campo Grande
Midiamax
09 de Julho de 2013 - 08:36
A dupla acusada pelo assassinato do pecuarista Oscar Serrou Camy, de 78 anos, e de sua filha Marta Serrou Camy, de 44 anos, no dia 2 de junho deste ano, na fazenda Araras, em Pedro Gomes (296 km de Campo Grande), ainda não foi presa, de acordo com a polícia.
Três pessoas participaram do crime, só o outro autor, um adolescente de 15 anos, foi apreendido e está em uma Unei (Unidade Educacional de Internação) de Campo Grande. Pai e filho foram queimados vivos, e Marta também foi abusada sexualmente.
A dupla foi contratada, para trabalhar com extração de madeira na propriedade da vítima. Oscar então foi até o assentamento onde o adolescente apreendido mora, para buscar a dupla, que neste dia trabalharam até às 18 horas. Foi por meio do líder do assentamento, que os autores, identificados como Robson e Carlos, ficaram sabendo que o pecuarista precisava de mão de obra.
Um dia depois, data do crime, 2 de junho, Robson e Carlos convidaram o adolescente, até a propriedade. Na fazenda, o trio foi recebido por pai e filha, que chegaram a servir tereré. Robson então foi até aos fundos e disse para o adolescente se afastar, pois iria matar o pecuarista.
Oscar ouviu a conversa e se trancou em um quarto. Marta correu aos fundos da casa enquanto Carlos arrombou a porta do quarto onde o idoso estava. Ao conseguir entrar no quarto, Carlos derrubou Oscar no chão e pediu que o adolescente o chutasse e pedissse dinheiro.
Carlos então, deu um golpe com uma barra de ferro na cabeça do pecuarista que continuou vivo. Marta implorava que não matassem seu pai, no momento em que o adolescente e Carlos reviraram a casa em busca de dinheiro. A mulher então foi levada da casa e começou a ser agredida e estuprada por Carlos e Robson, e o adolescente, segundo o menor apreendido no último dia 16.
Marta foi levada para o quarto onde o pai estava ferido. Os bandidos cobriram os com um colchão e atearam fogo. O trio roubou R$ 930, um revólver de calibre 38, bicicleta e roupas. De acordo com o adolescente, Carlos é baixo, magro e moreno, tem duas tatuagens na panturrilha da perna direita, e em uma delas onde está escrito Deus nunca faltarás, já na outra tem uma folha de maconha. Nas costas de Carlos está tatuado um palhaço e nas costelas a foto de sua mãe, num total de quatro tatuagens.
Já Robson é alto, magro e moreno e tem duas tatuagens. No braço direito tem desenhos de chamas de fogo e no pulso do braço esquerdo de uma cobra. O adolescente confessou que a barra de ferro usada foi levada para o assentamento e transformada em estaca. Os delegados Amylcar Eduardo Romero, e Silvia Girardi dos Santos estão responsáveis pelo caso.




