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Policial

Câmeras flagraram dupla que matou professor em falso encontro em pousada

Os funcionários da pousada não desconfiaram mesmo o quarto tendo ficado sujo de sangue

Midiamax

19 de Novembro de 2014 - 08:05

Os dois criminosos que assassinaram o professor Francisco Borges da Silva, de 39 anos, no último domingo haviam planejado matar o educador para roubar o carro e o golpearam com um ‘mata-leão’, cerca de 30 minutos após chegar à pousada onde marcaram um encontro com Francisco. Segundo o delegado da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), Edílson dos Santos Silva, o crime foi planejado e a dupla já havia tentado marcar um encontro com outra vítima, que desconfiou e não foi ao encontro.

Acredita-se que a intenção era matar para roubar. “Eles precisavam de dinheiro e planejavam fazer saques com o cartão da vítima”, explica Silva. As investigações revelaram que o professor, que era homossexual, foi atraído para um encontro amoroso pela dupla. Os dois envolvidos no crime são Marcelo Villalba do Nascimento, de 23 anos e Cleiton Cabral da Silva, de 25 anos. O primeiro confessou ter aplicado o golpe que matou Francisco, por estrangulamento. Ele ainda ficou cerca de 20 minutos agonizando.

Francisco buscou os dois no próprio carro, um Gol Branco, comprado há poucos meses, para ir até uma pousada, na região da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). No local, os bandidos o deixaram deitado, para receber uma massagem. Cleiton o segurou e Marcelo aplicou o golpe que causou a morte do educador.

Os funcionários da pousada não desconfiaram mesmo o quarto tendo ficado sujo de sangue. Nas investigações, a polícia chegou até o estabelecimento e conseguiu as imagens do circuito de câmeras, que gravaram os dois envolvidos. Em uma das imagens obtidas pela polícia, Cleiton é visto do lado de fora do quarto da pousada falando ao celular, possivelmente para disfarçar o barulho que eles fizeram.

Encontro

Conforme o delegado, após o desaparecimento do professor, as investigações tiveram início para apurar quem foram às últimas pessoas com quem ele falou. Os policiais descobriram que ele havia marcado um encontro por meio do aplicativo WhatsApp com Marcelo, que disse que levaria o primo dele junto. Eles estavam trocando mensagens há cerca de 20 dias.

Marcelo foi identificado e teve o mandado de prisão temporário expedido. A polícia monitorou o criminoso e conseguiram identificar Cleiton, na última terça-feira (18). Os dois foram presos e confessaram o crime com riqueza de detalhes à autoridade policial.

Investigação

Nas investigações, a polícia descobriu que Francisco não foi o primeiro alvo dos criminosos. Eles já haviam tentado marcar um encontro com outra vítima, também com o objetivo de roubar o carro. Os alvos dos bandidos nestas trocas de mensagens, com o intuito de encontrar vítimas, eram homossexuais e mulheres. Os criminosos ainda perguntavam nas mensagens sobre os carros das vítimas.

A polícia também recuperou o carro que seria roubado pelos bandidos. Eles mantinham o carro durante o dia em um estacionamento e retiravam durante a noite. Durante a apresentação à imprensa, Cleiton confirmou que o plano era roubar o carro.

Ainda segundo o delegado, o carro não havia sido ‘encomendado’ por outros criminosos e eles ainda não tinham contato para quem passar o veículo na fronteira. Eles teriam de encontrar para quem vender ou retirar as peças para serem vendidas aos poucos.