Policial
Caso Kauan: suspeito vai para presídio e terá benefício por ter sido jurado
Acredita-se que Kauan poderia estar preso em uma pedra ou galho, e um pente fino foi feito, mas nada foi encontrado
Midiamax
27 de Julho de 2017 - 13:27
O principal suspeito de matar Kauan Andrade, 9 anos, e jogar o corpo no Córrego Anhanduí, deixou uma das celas da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e foi levado ao Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste, na manhã desta quinta-feira (27). Nível superior e participação como jurado voluntário do Tribunal do Júri podem garantir benefícios ao custodiado.
Inquérito pelo abuso e exploração sexual deve ser encerrado nesta sexta-feira (28), mas outras duas investigações, por homicídio, ocultação de cadáver e posse de pornografia, não têm prazo, segundo a Polícia Civil.
Conforme a defesa do suspeito, o advogado Alessandro Farias, benefícios como o nível superior e participação como jurado do Tribunal do Júri devem garantir a permanência segura do cliente no presídio.
Qualquer pedido de soltura, em princípio, será facilmente negado e justificado. Então, a partir de amanhã, quando me encontrar com ele vamos começar os trabalhos no caso, disse.
Caso
Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.
Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa do pedófilo. A criança teria falecido enquanto era violentada.
Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e desovaram no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.
O pedófilo suspeito de matar Kauan nega as acusações, mas de acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, na casa do revendedor de celulares, não deixam dúvidas da autoria.
As buscas
Foram cinco dias de buscas pelo corpo de Kauan Andrade, de 9 anos, no Córrego Anhanduí, em Campo Grande. O Corpo de Bombeiros percorreu aproximadamente 12 quilômetros pelas margens secas do córrego, além de usar botes e mergulhadores na tentativa de achar o garoto.
Acredita-se que Kauan poderia estar preso em uma pedra ou galho, e um pente fino foi feito, mas nada foi encontrado.




