Policial
Com cadeia interditada e três policiais nas ruas, Maracaju vive um drama na segurança
A superlotação transformou a cadeia de Maracaju num caldeirão que acabou explodindo neste domingo, quando os detentos destruíram as oito celas.
Flávio Paes/Região News
08 de Junho de 2014 - 19:20
Maracaju, que neste domingo teve a cadeia interditada por determinação judicial, enfrenta um caos na segurança pública, que se revela no crescimento dos índices de violência. A Polícia local, até que seja reformada a cadeia, fica sem ter para onde levar quem for preso em flagrante. A delegacia da Polícia Civil tem capacidade para receber 8 presos e as celas estão lotadas.
Na área urbana em média seis homens atuam no policiamento ostensivo feito com no máximo três viaturas, que ficam limitadas a duas, quando há serviços como à escolta de presos para o fórum. Do efetivo de 25 homens da guarnição policial, três atuavam como carcereiros dos presos da cadeia, que embora tenha capacidade para receber 25 detentos, chegou a ter 80 presos.
Os 4 mil moradores do Distrito de Vista Alegre estão
literalmente sem segurança, porque desde a semana passada os dois únicos policiais
do destacamento foram remanejados para a cidade, onde estão fazendo a escolta
no hospital de um rapaz, identificado como Fernando, que no último dia 3
esfaqueou o jornalista Roberto Jorge Guimaro, Robertinho. Neste período, três
estabelecimentos comerciais e uma residência já foram alvos dos
marginais.
A superlotação transformou a cadeia de Maracaju num caldeirão que acabou explodindo neste domingo, quando os detentos destruíram as oito celas, depois de atear fogo nos colchões. O problema não foi maior, com reféns, porque as visitas foram proibidas neste domingo. Havia informações de deflagração da rebelião.
O motim durou duas horas e para ser contido foi
necessária à intervenção de 70 policiais, parte deles vindo de Campo Grande. Os
presos foram transferidos em três ônibus para Dourados e Dois Irmãos do Buriti.
A menos de um mês, no dia 9 de maio, cerca de 78 presos se rebelaram e foi
necessária a intervenção do Batalhão de Choque do Bope (Batalhão de Operações
Policiais Especiais) de Campo Grande.
Um pente fino foi feito no local, resultando na apreensão de oito aparelhos celulares. Na ocasião 10 detentos foram levados para Dourados.




