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Policial

Comandante da PM rebate acusação e diz que não faltam algemas para corporação

O pedido de explicação surgiu em uma audiência, quando um policial fazia escolta de um preso sem as algemas

Midiamax

19 de Julho de 2012 - 15:42

O juiz Albino Coimbra Neto, titular da 2ª Vara de Execução Penal da Capital, determinou que o Comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Carlos Alberto David dos Santos explique por que os policiais da corporação precisam comprar algemas para uso em serviço. O pedido de explicação surgiu em uma audiência, quando um policial fazia escolta de um preso sem as algemas.

Na ocasião, o policial alegou ao juiz que tinha que comprar, com o próprio dinheiro, as algemas e que por isso não as tinha levado para a audiência. O comandante da corporação informou nesta quinta-feira (19) que o relato dos policiais não é verdadeiro, já que a Companhia de Guarda e Escolta disponibiliza material suficiente para os policiais cumprirem as missões.

“Um procedimento foi aberto por mim na Polícia Militar para que o policial explique por que foi à audiência sem o material necessário ao trabalho. Se ele foi sem é porque é relapso e não porque falta material à PM”, rebateu.

Os soldados afirmaram na audiência que a situação da Polícia Militar é precária e que nem sempre existem algemas disponíveis. Além disso, sustentaram que cerca de 80% das algemas usadas por policiais militares são particulares, ou seja, eles precisam comprar o instrumento de trabalho.

O juiz determinou que o Comandante Geral da PM justificasse, no prazo de 10 dias, a prática absurda de deixar que policiais comprem algemas para o desenvolvimento do seu trabalho, resposta que, segundo o comandante, já foi enviada ao magistrado.