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Policial

Corpo de agente de saúde morto em conflito ainda aguarda autópsia

Os indígenas informam que Clodioudo foi morto a tiros pelos fazendeiros, mas os produtores dizem que, durante uma confusão, o agente de saúde foi atropelado por um caminhão.

Campo Grande News

15 de Junho de 2016 - 13:19

O corpo do indígena e agente de saúde Clodioudo Aguile Rodrigues dos Santos, 26, morto no confronto entre fazendeiros e indígenas na terça-feira (14), está no IML (Instituto Médico Legal) do Hospital Evangélico de Dourados, aguardando uma equipe de Brasília para fazer autópsia.

Segundo consta, indígenas querem tirar o corpo do local para realizar o velório, mas como há informações desencontradas, uma autópsia deve ser realizada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) ou pelo Ministério da Justiça. Ainda não se sabe qual órgão fará o procedimento.

Os indígenas informam que Clodioudo foi morto a tiros pelos fazendeiros, mas os produtores dizem que, durante uma confusão, o agente de saúde foi atropelado por um caminhão.

O agente de saúde era filho do vice-capitão da reserva, Leonardo Isnardi, e morreu em meio ao confronto entre os indígenas e fazendeiros ontem na fazenda Yvu, próximo à aldeia Te’yikuê, em Caarapó, município a 283 quilômetros de Campo Grande.

Cinco indígenas que foram feridos a tiros durante o confronto foram encaminhados ao Hospital de Vida em Dourados, mas todos estão conscientes e orientados. De acordo com o enfermeiro e superintendente do hospital, Genivaldo Dias da Silva, uma criança de 12 anos atingida por um tiro no abdomên, passou por cirurgia, mas está bem.