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Policial

Crianças de 9 e 11 anos que estavam sozinhas em casa são reféns em assalto

Foi este o momento que dois criminosos aproveitaram para invadir o imóvel. As irmãs foram amarradas pelos assaltantes que estavam armados com faca e, ainda, ameaçadas.

Correio do Estado

09 de Novembro de 2016 - 07:19

Com alto índice de crimes, o ano de 2016 que está por se encerrar pode ser considerado violento, em Campo Grande. Em mais uma ação de criminosos, que aconteceu na noite de ontem, duas irmãs, de 9 e 11 anos, foram feitas reféns e chegaram a ser amarradas. O episódio aconteceu por volta das 20h30min, em casa que fica na Rua Humberto Fernandes Lino, no Jardim Colibri.

A dona do imóvel – que é mãe das crianças, contou para policiais que havia saído da residência por volta das 19h40min para ir à faculdade e que as meninas tinham sido deixadas com a sogra. Quase uma hora depois, a avó das crianças foi até a casa de vizinha – do outro lado da rua, e deixou as netas sozinhas.

Foi este o momento que dois criminosos aproveitaram para invadir o imóvel. As irmãs foram amarradas pelos assaltantes que estavam armados com faca e, ainda, ameaçadas. As vítimas relataram que os ladrões disseram que matariam o pai delas, caso ele chegasse e fosse policial.

Depois de pegar alguns objetos e colocar em mochila, a dupla fugiu. Em seguida, as crianças avisaram a avó sobre o que havia acontecido. Imagina-se que a ação criminosa não tenha durado nem cinco minutos. Buscas foram feitas pela região, contudo nenhum suspeito foi encontrado. O caso foi registrado na delegacia plantonista da Vila Piratininga.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) do Mato Grosso do Sul indicam aumento em casos de roubo, comparado ao ano passado. De janeiro até ontem, ocorreram 6.351 crimes dessa natureza, na Capital. Enquanto que no mesmo período de 2015, foram 5.591. O número atual representa 760 casos a mais. Vale lembrar que o índice pode ser ainda maior. Tendo em vista o período de quase um mês que o sistema de registro de ocorrências não pode ser acessado por falta de pagamento.