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Policial

Cunhado é suspeito de envolvimento no desaparecimento de Marielly

O delegado responsável pelo caso, Fabiano Nagata, da Delegacia Especializada de Homicídios, não foi encontrado hoje para falar das investigações.

Campo Grande News

20 de Junho de 2011 - 10:22

Pode estar dentro da própria família a chave da investigação da morte da jovem Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, encontrada morta em um canavial de Sidrolândia, no dia 10 de junho. O Campo Grande News apurou que, quando saiu de casa, “para resolver um problema”, ela estava com o cunhado, Hugleice Rodrigues, de 26 anos, que deve ter a prisão solicitada pela Polícia Civil.

O delegado responsável pelo caso, Fabiano Nagata, da Delegacia Especializada de Homicídios, não foi encontrado hoje para falar das investigações.

Segundo a reportagem apurou, como a causa da morte de Marielly ainda está indefinida, não há clareza também de que tipo de envolvimento é atribuído ao cunhado. Há suspeita de que a garota estivesse grávida de Hugleice.

Na distribuidora, onde a mãe de Marielly trabalhava, a informação é de que Eliane Rodrigues pediu demissão depois que o corpo foi encontrado, alegando que iria para Alto Taquari, no Mato Grosso.

Suspeita-A principal linha de investigação seguida pela Polícia Civil é de que Marielly estava grávida, como confirma um exame feito em fevereiro, e saiu, junto com o cunhado, para fazer um aborto clandestino.

A mãe, Eliana Barbosa, sabia dissoe também pode ser indiciada no inquérito sobre a morte de Marielly.

O corpo da jovem, encontrado em um canavial de Sidrolândia, não tinha feito, ainda segundo as apurações, o que sinaliza que ela pode mesmo ter feito um procedimento abortivo.

Todas essas perguntas, sobre a causa da morte, só terão esclarecimentos quando saírem os laudos da perícia.

Uma das dúvidas é em relação a forma como corpo foi encontrado, que estava já em adiantado estado de decomposição. A ocorrência de uma hemorragia intensa, por exemplo, pode explicar as condições da pele.

Mudança de estado - Enquanto Marielly era considerada desaparecida, o cunhado deu entrevistas e também esteve no IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) quando a família foi chamada para reconhecer o corpo.

Hugleice morava no mesmo prédio da família de Marielly, um andar acima, com a irmã da jovem, Mayara Bianca Barbosa Rodrigues, 22 anos, e a filha do casal. Hoje, não há ninguém no local.

O corpo de Marielly foi sepultado em Alto Taquari, no Mato Grosso, para onde a família toda foi.

Os telefones que os jornalistas tinham da família também não atendem. O último contato da mãe com a imprensa foi em uma carta em que agradece o apoio durante o período em que a filha estava sendo procurada.