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Policial

Da cadeia e com apoio de motoristas de aplicativo, presos usavam a internet para aplicar golpes em MS

Investigação aponta 358 vítimas que tiveram prejuízo em um ano, em Campo Grande.

G1 MS

16 de Junho de 2020 - 10:32

A Polícia Civil descobriu uma associação criminosa que, de dentro da cadeia, em Campo Grande, aplicava golpes em vítimas que faziam anúncios de produtos em um site eletrônico. Em um ano, a investigação da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) apontou que 358 pessoas registraram ocorrência e tiveram prejuízos ao ofertar produtos.

Neste período, presos do Centro de Triagem é quem chefiavam a ação criminosa de estelionato e receptação. Após a negociação com a vítima, eles contavam com motoristas de aplicativo para buscar produtos como pizzas, cestas básicas, cestas de café da manhã, buquê de flores, maquiagem, guitarras, amplificadores, pedaleiras, caixas de som, notebooks, roçadeiras, motoserra, minimotocross, veículos e motocicletas.

Já em posse dos produtos, os bandidos os destinavam para amigos, parentes e passavam novamente a fazer negociações no comércio clandestino. A polícia apontou o chefe da organização criminosa, o qual afirmava ser "um empresário do ramo de informática do estado do Paraná", além de um "pecuarista do interior do estado".

Ao conseguir fechar a negociação, ele ressaltava que não estava na cidade e por isso faria a transferência bancária, momento em que enviava falsos comprovantes para simular o pagamento. Na sequência, o golpista dizia que um funcionário buscaria o produto e é neste momento que um dos motoristas vai ao local e retira o produto, encaminhando ao endereço ordenado pelo preso.

Desta forma, a Deco apreendeu inúmeros objetos e identificou parte das vítimas. A polícia pede que as possíveis vítimas compareçam ao local para fazer o reconhecimento e recuperar os objetos. Os aparelhos celulares dos envolvidos foram apreendidos e as diligências continuam em andamento, sendo que um deles foi transferido para o sistema mais rigoroso.